Objetivando disponibilizar – a madrasta do texto ruim

11/08/2009

Caldeirão novo – www.objetivandodisponibilizar.com.br

Arquivado em: Não-classificado — Madrasta do texto ruim @ 23:29

Prezados,

Esta Bruxa Malvada e Venenosa que vos fala está de caldeirão novo.

A partir de hoje, vocês podem ler os meus comentários malvados e minhas exorcizações de amebas no endereço

http://www.objetivandodisponibilizar.com.br

É, agora eu sou uma ponto-com-ponto-bê-érre!!

Por favor, façam os seus comentários lá!

Ainda não sei como fazer pra que a página nova se abra automaticamente, mesmo que você digite o endereço deste caldeirão antigo. Mas calma, que eu chego lá!

Ah, sim! por favor! Os que estavam passando perrengue com os RSS, por favor, façam as alteranças necessárias, e me digam se o problema foi-se, OK?

Abraços da

Madrasta do Texto ruim

10/08/2009

Comentários suspensos – por enquanto!

Arquivado em: Não-classificado — Madrasta do texto ruim @ 20:22

Prezados, queridos, desprezados e pouco queridos (enfim, galera):

Os comentários neste caldeirão estão suspensos. Temporariamente.

Tô fazendo a migração prum domínio próprio, coisa que deve estar pronta até o final desta semana!

e, como eu aind anão descobri como transferir as @#$%$%¨%¨#$E$%¨$% dos comentários daqui prá lá, suspendo os daqui por ora.

Anotem tudo num papelzinho e digitem no caldeirão novo! Eu prometo aprovar todos!

E tenham paciência, porque minha especialidade é canetar textos, e não migrar sites…

Mortos argentinos: mais inteligentes e deslocam-se até o Rio Grande do Sul! Borges deu palestra lá em julho!

Viram só? Eu sabia que os mortos argentinos não iriam me decepcionar!

Os mortos argentinos são melhores que os mortos catarinenses. Enquanto os barrigas-verdes só conseguem contrair doenças depois de passar desta para melhor, os argentinos não só são mais intelectuais como se deslocam até o Rio Grande do Sul, onde dão palestras!!! Um a-ha-so, precisa ver só!!

Mas eu perdi! Puxa vida!!! Foi dia 31 de julho, na cidade gaúcha de Canoas. De acordo com o jornal Correio de Notícias, o escritor argentino Jorge Luis Borges deu uma palestra na cidade. Considerando-se o fato quase que desconsiderável de que Borges morreu em Genebra (Suíça) há uns bons 23 anos, creio que ele baixou em espírito, né? Ah, esses mortos argentinos!!

Senão vejamos:

Jorge Luis Borges dá palestra em Canoas

30/7/2009
Canoas – O mais importante poeta argentino: Jorge Luis Borges, na concepção de um renomado crítico conterrâneo: Martín Kohan. O resumo da leitura de algumas narrações fundamentais de Borges será apresentado por Kohan em Canoas amanhã (31). O professor universitário argentino está no Brasil participando do 4º Festival de Inverno de Porto Alegre e foi convidado a palestrar para os canoenses sobre o seu trabalho “Borges em Cinco Lições”. Os interessados estão convidados pela Secretaria Municipal de Cultura a prestigiar o autor, a partir das 15h30, na Biblioteca Pública Municipal (Rua Ipiranga, 105 – Centro).

Canoas – O mais importante poeta argentino: Jorge Luis Borges, na concepção de um renomado crítico conterrâneo: Martín Kohan. O resumo da leitura de algumas narrações fundamentais de Borges será apresentado por Kohan em Canoas amanhã (31). O professor universitário argentino está no Brasil participando do 4º Festival de Inverno de Porto Alegre e foi convidado a palestrar para os canoenses sobre o seu trabalho “Borges em Cinco Lições”. Os interessados estão convidados pela Secretaria Municipal de Cultura a prestigiar o autor, a partir das 15h30, na Biblioteca Pública Municipal (Rua Ipiranga, 105 – Centro).

É… acho que, então, temos duas opções: a palestra em questão foi SOBRE Borges, e proferida pelo crítico Martín Kohan.

Ou então, Kohan é médium, e recebeu o santo de Borges.

De qualquer forma, deve ter sido interessante.

Lembra aquela jornalista recém-formada que atendeu ao telefone, na década passada, e falou com o assessor de imprensa da mostra dos 20 ou 30 anos da morte de Carlos Marighella. O assessor vendeu o peixe e a mocinha perguntou: “E o Marighella vai estar presente”? Quem sabe em espírito, né?

(P.S.: Obrigada, Cacilda, pelo link do Correio de Notícias)

O pai, o avô, Chuck Norris e o Ricardão reunidos num só verbete

Tudo culpa do Cardoso! Lá foi ele dizer no Twitter que pai é genitor e que avô é o progenitor e lá fui eu ver no Tio Antônio a origem etimológica dos dois verbetes. Aparentemente, tio Antônio experimentou uma fase supramuros ao redigir tais definições:

genitor   Datação: 1553  Ortoépia: ô
n substantivo masculino
1 aquele que gera ou que gerou; pai
2 Rubrica: direito civil.
ascendente em grau de uma pessoa (o pai ou a mãe de um indivíduo)
etimologia: lat. genìtor,óris ‘aquele que gera, pai’

genitor Datação: 1553  Ortoépia: ô

n substantivo masculino

1 aquele que gera ou que gerou; pai / 2 Rubrica: direito civil. ascendente em grau de uma pessoa (o pai ou a mãe de um indivíduo)

etimologia: lat. genìtor,óris ‘aquele que gera, pai’


progenitor Datação: 1460  Ortoépia: ô

n substantivo masculino

1 indivíduo do qual (alguém) descende; ancestral, antepassado, prógono / 2 aquele que gera, que dá origem; pai, genitor

[e, pra ferrar de vez, tio Antônio dá a etimologia do progenitor]: (…) lat. progenìtor,óris ‘avô; progenitor

Cristorreimesalva! Decida-se, tio Antônio!

Resolvi conversar com padrinho Aurélio, que foi um pândego com o progenitor:

Genitor - Aquele que gera; o pai.

ProgenitorAquele que procria antes do pai; avô, ascendente.

Pô, padrinho! Aquele que procria antes do pai pode muito bem ser o Ricardão!!!! Ou será que aquele que procria antes do pai é o Chuck Norris?

Será que primo Michaelis resolve a bagaça?

Genitor - sm (lat genitore) Aquele que gera; o pai.

Progenitor - sm (lat progenitore) 1 Aquele que gera antes do pai [Ah, não! De novo?!?!?! É o Ricardão ou o Chuck Norris?!?!?] ; avô, ascendente. 2 Procriador, pai. sm pl Os antepassados, os ascendentes, os avós

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

Vamos combinar o seguinte:

Pai é pai. Avô é avô. E Chuck Norris e Ricardão decidem no tapa quem vai ser o genitor e quem vai ficar com o título de progenitor.

E TIO ANTÔNIO, PADRINHO AURÉLIO E PRIMO MICHAELIS: DECIDAM-SE, PÔ!!!!!

Acredite: é melhor ser mais bem preparado do que melhor preparado

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos, Ectoplasma suíno, Traz a bula, por favor — Madrasta do texto ruim @ 14:03

Ah, a flexão de grau dos advérbios… ela te leva lá pra cima ou lá pra baixo num único movimento. E, quando as palavras melhor e pior se metem no meio, aí é que o fenômeno do fez-se a bosta! ameaça com tudo.

Dizem que uma vítima recente do fez-se a bosta! nesse caso foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Parece que ele afirmou, num comício, que ele era melhor preparado que o Lula pra governar o país. Não encontrei nada no Google que me ratificasse tal afirmação, então não vou acusá-lo de mau uso da Líng…

Mas espere! Encontrei um discurso de 1988 do presidente Fernando Henrique Cardoso em que ele diz que o Brasil está melhor preparado para se posicionar no mundo. Mais uma vez vou abstrair as piadinhas óbvias (o Brasil consegue ficar de quatro mais rápido agora, né?) porque não quero tornar este caldeirão palco de manifestações políticas. A única a ser defendida aqui será a Língua Portuguesa. E os únicos a serem atacados aqui serão os que primeiro atacarem nossa Flor do Lácio.

Mas eu falava do discurso do presidente Fernando Henrique Cardoso. Tá lá na página 7, antepenúltimo parágrafo. Vamos analisar o dito. Pra isso, vou copiar o trechinho aqui:

Tenho consciência do que representa pedir um esforço maior de contenção. Faço-o para garantir a
estabilidade, com os olhos voltados para um futuro com maior segurança econômica, para um
Brasil ainda mais forte e melhor preparado para se posicionar no mundo.

Tenho consciência do que representa pedir um esforço maior de contenção. Faço-o para garantir a estabilidade, com os olhos voltados para um futuro com maior segurança econômica, para um Brasil ainda mais forte e melhor preparado para se posicionar no mundo.

Agora, vou copiar aqui o que a Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, do José de Nicola e do Ulisses Infante, tem a dizer sobre melhor e pior:

As formas sintéticas melhor e pior podem ser adjetivas ou adverbiais. No primeiro caso, referem-se aos adjetivos bom e mau; no segundo, aos advérbios bem e mal. Observe os exemplos:

Era um jogador imprevisível: um dia, fazia o melhor passe da partida; noutro, a pior jogada do mundo!

Nesse caso, temos dois adjetivos, referindo-se a bom (passe) e (jogada), respectivamente.

Não estou melhor nem pior: continuo na mesma.

Temos, agora, dois advérbios, referindo-se a bem e mal, respectivamente.

Note também que, quando adjetivos, melhor e pior apresentam flexão de número (vão pro plural): melhores passes, piores jogadas. Isso não ocorre quando se trata de advérbios: não estamos melhor nem pior.

Outra observação: diante de adjetivos-particípios, é recomendável o uso das formas analíticas mais bem e mais mal, em substituição a melhor e pior:

As crianças deste país deveriam ser mais bem alimentadas; aquele é o aviso mais mal redigido que já li!

Oooooopa! Parece que o éfe agá (como diria o Veríssimo) escorregou no português, né?

Porque, se ele quis dizer que o Brasil já estava bem preparado (Em 1998? Ah, deixa prá lá!) para se posicionar no mundo (aliás, quem foi o infeliz que resolveu que é legal posicionar país, hein? Ah, deixa prá lá de novo!), ele deveria ao menos dizer que, com seu governo, o país ficou mais bem preparado pra se posicionar no mundo, né? Eu poderia terminar este post dizendo que, como isso não é lá verdade, ele formulou a frase em português errado.

A performance diferenciada da ilha de Fidel

Aiomeusaco! Dez sílabas pra dizer que os cubanos são melhores?!?!

Aiomeusaco! Dez sílabas pra dizer que os cubanos são melhores?!?!

Bom dia pra você também. Isso se você acha que o dia está bom! Porque o dia já me começou com um típico texto de segunda! Aqueles textos que só ocorrem às segundas-feiras, e são feitos com o explícito propósito de me irritar!

Pelo menos, o conteúdo do texto tem uma fina ironia por trás. Foi postado no UOL Educação. Mais precisamente aqui. E fala sobre o mau desempenho de alunos que não tiveram bons professores (tadinha da tia Maricota, sobrou pra ela!).

A história é a seguinte: professores cubanos são mais bem preparados (por favor, hoje é segunda-feira, ainda não deu meio-dia, e eu estou com sono. Não venha me dizer que o correto é melhor preparados, pra não virar sapo! Outro post sobre isso a seguir!). Portanto, formam alunos melhores, que têm melhor desempenho.

Daí, a ameba me chegae me tasca essa expressãozinhahorrororooooooooooosa no final do primeiro parágrafo! BLEARGH!!!

Ela não queria repetir as palavras desempenho e superior das duas primeiras linhas. Até aí tudo bem. Mas o que aconteceu com o pronome demonstrativo isso? Qual o problema com o isso? O isso é tão prático nessas horas!

E, ainda por cima, a performance diferenciada de dona ameba veio seguida de uma expressão carregada de preconceito: a ilha de Fidel. Não só ela já se esqueceu que Fidel não é mais o maioral (ele pode ser uma espécie de Rubinho com o primeiro prêmio do GP, ou ainda um Schumacher com status de Barrichello, mas não é mais um puro Senna ou um puro Piquet, por exemplo) em Cuba, como a ilha NUNCA pertenceu a ele, e sim aos cubanos.

Quem escreve ilha de Fidel já denota preferências políticas – algo condenável num texto jornalístico, que deve (ao menos deve, né?) pretender-se isento. E a pobrezinha ainda teve que elogiar a… ilha de Fidel no texto. Bem feito! Quem mandou tentar empolar a redação?

Performance é expressão aportuguesada. Há quem prefira [Dona Bruxa levanta o dedinho e diz: eu! eu! eu!] relegá-la ao ostracismo absoluto, e trazer o desempenho, sua versão 100% portuguesa, para as luzes da ribalta. E diferenciada é a @#$#$¨$%$%¨! Já falei sobre o diferenciado aqui. Então, eu pergunto: o cálculo do diferencial de performance deu quanto, querida?

Se, em vez de escrever Segundo o pesquisador Martin Camoy, há uma razão para essa performance diferenciada na ilha de Fidel: a tchutchuca tivesse redigido

Segundo o pesquisador Martin Camoy, há uma razão para isso:,

Minha segunda-feira estaria bem melhor.

Esse menino é um pândego…

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos, Conjunto da obra, Ectoplasma suíno, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 0:39

Esse post é especialmente dedicado (/rádio brega) à tradutora Jussara Simões, que acha que eu não gosto de expressões antigas. Tudo porque eu, num momento de síndrome de abstinência de Twitter, resolvi implicar com o vírus de linguagem da Mosca que pousou na minha sopa…

Mas não é bem assim… acredito que, bem empregada, qualquer expressão é bem-vinda (à moda antiga, por favor. Abaixo a reforma ortográfica!). E, fora de contexto, uma expressão legal pode perder seu sentido – ou mesmo sua graça e charme próprios. Comparar Twitter com coqueluche, por exemplo, como foi o caso do post em questão, foi banalizar a coqueluche. Uma coqueluche fica muito mais… coqueluche :)   em outros contextos (o bambolê foi uma coqueluche, por exemplo). Em textos de informática e internet, acho meio forçado. Não há essa necessidade. Existem tantas comparações legais pra se fazer com o Twitter…

Mas não é sobre isso que eu quero falar aqui. (vocês já devem ter notado que eu sou prolixa demais, né?) É sobre outra coisa. Um causo, pra ser mais precisa…

Pois estou eu e o suporte técnico (a quem eu chamo de meu marido) deste caldeirão a fazer a migração para um domínio próprio. Deve estar pronto no final desta semana. E, como boa bruxa capitalista que sou, resolvi instalar o Google AdSense na versão domínio próprio do OD. Marido que fez isso.

Daí que esse menino traquinas que é o Google AdSense entrou no meu blogue, fuçou as palavras mais usadas, viu os últimos posts e, aplicando seu estilo inabalável e critério próprio, decidiu qual perfil de publicidade seria digno deste caldeirão.

O post sobre a repatriação do Valdívia mais a categoria ectoplasma suíno me renderam publicidades de… vendas de camisas do Palmeiras e de suinocultura!!

Miacaaaabo com o AdSense!!!

E foi aí que eu me lembrei da Jussara Simões. Soltei uma gargalhada ao ver os anúncios do Google e falei com o marido: é um pândego esse Ad Sense, não?

Tio Antônio, explica por favor…

pândego
adj.s.m. (1881)  que ou aquele que é dado a pândegas; alegre, engraçado ¤ etim regr. de pandegar ¤ sin/var ver sinonímia de brincalhão ¤ par pandego(fl.pandegar)

08/08/2009

Se ela foi ex agora é atual? Quem disse eu disse eu?

Quem disse eu? Eu disse eu! Quem disse eu disse eu? Eu disse eu disse eu! (...)

Quem disse eu? Eu disse eu! Quem disse eu disse eu? Eu disse eu disse eu! (...)

Sei que estou invadindo o perigoso terreno dos sites de celebridades (Quem? Ah, com trocadilho, por favor). Mas é que pintou uma dúvida aqui. Culpa do texto…

Daí que o Cardoso me passou este link, via Ricardo Cobra (@rcobrabr). Agradeço aos dois.

Cliquei.

E eis que um textinho des’tamanico de nada revelou-se uma verdadeira obra metafísica, autêntico bastião da filosofia existencial: a tal da amiga da Carolina foi ex-namorada do cantor Júnior Lima. (Quem? Deixa prá lá. Ou joga no Google, o que você preferir…)

Oh, céus! Se ela foi ex, agora ela é atual? Ou será que, no reino das subcelebridades pessoas que são notícia (e isso lá é notícia?) enfim, no mundico deles lá, quando você arranja outro namorado você deixa de ser ex do anterior? Ou, lá no universo desse povo, vale a mesma máxima para nós, mortais, que diz que “ex-mulher é para sempre”?

Sei que, se continuar a pensar nisso, o conceito da coisa vai entrar em loop. A ex não é atual, mas foi ex, ou volta a ser ex, depois de virar atual do ex da antecessora…

Lembra um pouco aquele episódio do Pica-pau em que ele fala com o Zé Jacaré (aos 4:35):

- Oi!

- Quem disse?

- Eu!

- Quem disse eu?

- Eu disse eu!

- Quem disse eu disse eu?

- Eu disse eu disse eu!

- Quem disse eu disse eu disse eu…

Aaaahhhh… papo pra se ter num boteco regado a chope. E para ser iniciado depois da quinta tulipa, pelo menos!

… e quando eu pensei que o inacreditável da página do Ego limitava-se ao “foi ex”, mesmerizei-me com a legenda da segunda leva de fotos. Linda! (A legenda, faz favor! Eu sou espada!)

Duas fotos antecedem a legenda altamente informativa. Na primeira, a Carol está de saída do mergulho no mar. Na segunda – pasme! – a Carol está en-tran-do no mar.

Sabe o que diz a legenda?

Carol indo e vindo

Puxa vida, como é emocionante o universo jornalístico das celebridades, não? Isso é que é um mar de informação….

Vem, Álvaro! Eu suplico!

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 1:15

Semaninha safada essa! As amebas surtaram geral!

‘Bora desinfetar o caldeirão. O melhor espírito de luz para fazê-lo é o meu querido Alvaro Moreyra.

Já citei ele aqui, aqui, aqui e aqui. (Não percam, porque vale a pena.)

Então, Álvaro, o caldeirão é todo teu! Desfila a beleza de tuas palavras, de teu estilo!

Os discos não tocavam como antes. Veio um técnico:

- É a agulha.

- Que é que tem?

- Precisa ser mudada.

- Mas disseram que essa agulha era eterna!

- E o senhor acredita na eternidade?

***

Agora, a noite veio, sentado junto da janela, a minha mão esquerda pousa na minha mão direita como se uma quisesse que a outra sentisse que as duas não estão sozinhas…

[suspiro.]

Mais uma vez, os trechos foram retirados do livro Havia uma Oliveira no Jardim. E foram retirados mesmo, porque eu digitei tudinho agora.

Boa noite! Até segunda!

Cudi Bruxa venceeeuuuu!!!

Arquivado em: Não-classificado — Madrasta do texto ruim @ 1:13
Meu novo eu

Meu novo eu

Crianças,

A partir de agora, este se torna meu novo avatar no Twitter e aqui no caldeirão. Por 65% a 35% dos votos, meus seguidores, fãs, encostos, amados, enfim, todos vocês (deixa eu me segurar pra controlar a falta de modéstia) escolheram o avatar da professor Cudi Ampola.

Conforme prometi, eis o prêmio a todos os que votaram – e o agradecimento especial ao Paulo de Loyola, que trabalhou a ilustração da Professora Cudi:

MUITO OBRIGADA!

07/08/2009

Imagine there’s no countries – it isn’t hard to do, né, Folha?

(Para ler ouvindo Imagine. Acompanhe aí em cima a versão traduzida. Vamos abstrair. Ommmmmmm…)

OK. Vamos combinar de não estressar com amebices hoje. Vamos ser todos Paz e amor.  A partir de agora, defendo a tese de John Lennon: Imagine there’s no countries. It isn’t hard to do (Imagine que não existem mais países. Isso não é difícil.) Tanto é fácil que foi o que a Folha, ou a Mosca que pousou na minha sopa, fez neste texto daqui.

Belluzzo revela intenção do Palmeiras em repatriar Valdivia
da Folha Online
O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, revelou que a diretoria tem a intenção de repatriar o meio-campista chileno Valdivia, atualmente no Al Ain, dos Emirados Árabes, e até já mantém um contato com o jogador.

Belluzzo revela intenção do Palmeiras em repatriar Valdivia

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, revelou que a diretoria tem a intenção de repatriar o meio-campista chileno Valdivia, atualmente no Al Ain, dos Emirados Árabes, e até já mantém um contato com o jogador.

Tio Antônio, por favor, explica pra ameba-drosófila o que é repatriar??

v. (1858) t.d. e pron. fazer voltar à pátria ou voltar à pátria por livre vontade <repatriaram os exilados políticos> <repatriou-se depois de enriquecer>  ¤ gram a respeito da conj. deste verbo, ver -iar ¤ etim lat. repatrìo,as,ávi,átum,áre ‘voltar à pátria’ ¤ ant ablegar, degredar, proscrever, relegar

Então, me ajudem:

O Palmeiras é um clube BRASILEIRO, certo?

O Valdivia é CHILENO, certo?

Alguém, por favor, me diga que o Valdivia requereu – e obteve – nacionalidade BRASILEIRA, PELAMORDEDEUS!!!

Porque o Palmeiras quer trazer o Valdivia de volta pro clube, e não mandá-lo pro meio do Chile, que é a pátria que o pariu! É o que continua a dizer o texto-ameba em questão!!!!

Olha, eu evito usar palavrões aqui. Então, eu vou é apertar o botão!

(Não, não, não, dona Bruxa! Junto! Mantenha a calma! Olha o feiticeirinho! Isso, respira fundo… agora, expira beeem devagar… )

Em tempo: quem me passou o link foi o Livio Luna. Obrigada, Livio!

Má-fé? O que é isso? Explica? Sou advogado, não entendo…

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Conjunto da obra, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 15:04
E não interpretem esse post como má-fé. Considerem-no desesperança. Pura e simples.

E não interpretem esse post como má-fé. Considerem-no desesperança. Pura e simples.

Tio Antônio, fazfavor?

Má-fé

s.f. 1  disposição de espírito que inspira e alimenta ação maldosa, conscientemente praticada; deslealdade, fraude, perfídia 2  jur termo us. para caracterizar o que é feito contra a lei, sem justa causa, sem fundamento legal e com plena consciência disso ¤ gram pl.: más-fés ¤ sin/var ver sinonímia de ardil ¤ ant ver antonímia de ardil

Valeu!

Só não me peça pra desenhar, porque eu sou péssima desenhista…

Primícias. Sim, elas existem!

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 13:48

Taqueopa elevado à octagésima potência!!! Mirritei! Acabou minha sexta-feira!

Há alguns meses eu enchi o saco da colhéga bruxa que falou de premícias da bruxaria, e eu entendi que ela queria dizer premissas. Lembro muito bem que, na época, consultei tio Antônio em seu puxadinho do UOL, e ele não encontrou a palavra premícia. Nem primícia. (O link daí do lado só funciona pra assinantes UOL).

Daí que o verbofeminino, aquela tagarela do Twitter, resolveu fuçar web afora e encontrou a tal das primícias. Com i e no plural. E o tio Antônio, versão em CD-ROM, TAMBÉM RESOLVEU INCLUIR O VERBETEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!

AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!

Confiram então o significado da bosta das primícias. E NÃO ME ENCHAM MAIS O SACO POR HOJE! ESTRESSEI!!! E quem define aí embaixo é o próprio Tio Antônio! (Bolas!)

primícias
s.f.pl. (1209) 1  primeiras coisas de uma série; começos, prelúdios 1.1  os primeiros frutos colhidos 1.2  os primeiros animais nascidos num rebanho 1.3  primeiros lucros 1.4  primeiros livros escritos 1.5  primeiras emoções e sentimentos ¤ etim lat. primitìae,árum ‘parte primeira dos despojos oferecida a uma divindade’

Primícias

s.f.pl. (1209) 1  primeiras coisas de uma série; começos, prelúdios 1.1  os primeiros frutos colhidos 1.2  os primeiros animais nascidos num rebanho 1.3  primeiros lucros 1.4  primeiros livros escritos 1.5  primeiras emoções e sentimentos ¤ etim lat. primitìae,árum ‘parte primeira dos despojos oferecida a uma divindade’


Só mais duas coisinhas:
1- O fato de a palavra primícias existir não exime a colhéga de culpa pelo texto de bosta que ela escreveu e me enviou por e-mail. Até porque ela escreveu premícias, e não primícias.
2- VIVA RUBENS BARRICHELLOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!! SEGUNDO LUGAR É O QUE HÁÁÁÁÁÁÁ!!

06/08/2009

Taxar ou tachar, eis a questão

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 20:45

Fui pega de calças curtas no post sobre o trocadilho que precisa de bula. Ao conferir a grafia creta do verbo tachar (x ou ch?), li tio Antônio de soslaio e não me atentei para a observação buniiiiita que ele fez. Deixemos, então, que ele nos conte tudo beeem devagarinho (E obrigada ao Leo Carvalho por me chamar a atenção!).

Falaê, tio Antônio:

Tachar
frm. pôr censura ou crítica em; desaprovar <t. um presente de um admirador>  2 t.d.pred. e pron. pôr 1tacha em (alguém, algo ou em si próprio), apontar-lhe defeitos; acoimar(-se) <tachou-o de insensível> <tachava-se de inseguro>  3 t.d. gráf m.q. riscar (‘passar um traço sobre’) ¤ etim 1tacha + -ar ¤ sin/var ver sinonímia de acusar e condenar ¤ ant ver antonímia de acusar e aviltar

Tachar
frm. pôr censura ou crítica em; desaprovar <t. um presente de um admirador>  2 t.d.pred. e pron. pôr 1tacha em (alguém, algo ou em si próprio), apontar-lhe defeitos; acoimar(-se) <tachou-o de insensível> <tachava-se de inseguro>  3 t.d. gráf m.q. riscar (‘passar um traço sobre’) ¤ etim 1tacha + -ar ¤ sin/var ver sinonímia de acusar e condenar ¤ ant ver antonímia de acusar e aviltar

X

Taxar
1 t.d. cobrar tributo, imposto sobre <o país taxa pesado a importação de automóveis>  2 bit. fixar o preço, o valor <o governo taxou a gasolina em três reais>  3 t.d. impor limites a; regular, moderar <o Congresso taxou os gastos com as estatais> <a política econômica evitará t. os preços em geral>  4 t.d.pred. e pron.
qualificar(-se), julgar(-se) <t. de excelente a intervenção da amiga> <taxaram-no de incapaz> <taxava-se de esperto> ¤ uso taxam-se de más ou boas qualidades as pessoas e as coisas — diferentemente do que ocorre com o verbo homônimo tachar, que significa ‘pôr tacha, defeito’: só se tacha alguém ou algo de más qualidades


Penitencio-me, pois pela falta de zelo e atenção com que usei tio Antônio agora há pouco. Perdão, tio Antônio! Foi mals!

Não tem limites…

Arquivado em: Assassinaram a lógica, Tio Antônio falou, Traz a bula, por favor — Madrasta do texto ruim @ 18:31
"Photoshop? Não usamos, mas há limites para usar." Hein?

(Imagens obtidas no blog Pictura Pixel) "Photoshop? Não usamos, mas há limites para usar." Hein? Como assim? O DESENHO te desmente, ameba!!!!

Antes de mais nada, vamos à definição de limite. Tio Antônio, fazfavor:

1  linha que determina uma extensão espacial ou que separa duas extensões <os l. de um terreno>  2  momento, espaço de tempo que determina uma duração ou que separa duas durações <no l. da Idade Média e dos tempos modernos>  3  o que determina, marca os contornos de um domínio abstrato ou separa dois desses domínios <os l. de um dever> <o l. entre o normal e o patológico>  4  linha que marca o fim de uma extensão (espacial ou temporal) <caminhou até os l. da praia> <entregou o trabalho em cima do l. do prazo>  5  ponto extremo que não pode ou não deve ser ultrapassado <l. de velocidade>  6  fig. falta de perfeição; insuficiência, defeito <o sábio conhece seus l.>  7  anl.mat valor em cuja vizinhança arbitrária estão, a partir de uma certa ordem, todos os elementos de uma sequência ¤ gram/uso unido por hífen a um subst. anterior que contenha a ideia de ‘extensão espacial’, ‘duração no tempo’, ‘tolerância a uma tensão psicológica’, é um determinante específico, e significa ‘que serve(m) de limite’ [zona(s)-limite; data(s)-limite] ou ‘que chegou(aram) ao extremo’ [situação(ões)-limite] ¤ etim lat. límes,ìtis ‘id.’ ¤ sin/var baliza, confinança, confim, divisa, estrema, extremo, fim, fronteira, linda, linde, marca, marco, raia, termo \ê\ ¤ hom limite(fl.limitar)

Isto posto, vamos ao texto incluído no blog Pictura Pixel, do qual eu sou obrigada a discordar logo da primeira linha: não precisa ter noção nenhuma de edição de imagens pra saber que a foto daí de cima foi mexida! Basta saber que seres humanos, em suas CNTP, são originalmente fabricados com DUAS PERNAS.

Então, vamos contar a quantidade de pernas na imagem daí de cima. não é difícil, basta saber contar até 2: à direita, a foto original da original Marilyn Monroe, que comeu o pão que o diabo amassou pra que muito marmanjo obtivesse alguma diversão manual no aconchego de seu banheiro. Confiram, por favor, a contagem do número de pernas de dona Marilyn: duas, né? Ser humano normal, confere!

À esquerda, temos a… cópia mal-feita reprodução descarada produção arrombada enfim, a versão com a… mulher Melancia! Pára o mundo que eu vou descer, por favor! Mas antes de eu puxar a cordinha (fiz alusão a descer de um ônibus, mas se você pensou em puxar a descarga, fique à vontade), vamos conferir a quantidade de pernas de dona uotermélon? tá faltando uma perna, né? Se eu disser que ela veio ao mundo originalmente com DUAS pernas, e não perdeu nenhuma no meio do caminho, só existe uma conclusão a se chegar: Photoshop, né? Vamos abstrair a falta de gorduras e celulites, não vou ficar espezinhando (tanto) dona moça.  Prometo me ater à quantidade de pernas disponíveis aos olhos do consumidor da Playboy brasileira.

Mas o que tem a ver a análise de uma imagem retocada em Photoshop com o seu caldeirão, dona Bruxa? Estou chegando no meu ponto agorita! O editor da Playboy declarou que a revista não usa Photoshop!

Até aí, tudo bem, foi uma mentira deslavada. O problema foi como ele assinalou a mentira. Confiram a pérola de contradição – ainda na base do copy-paste com créditos ao Pictura Pixel:

Mas e o photoshop?
Não usamos photoshop, mas ainda assim, há limite para usar. As fotos são retocadas desde que existe fotografia no mundo. Existe maquiagem, luz, enquadramento…

Mas e o photoshop?
Não usamos photoshop, mas ainda assim, limite para usar. As fotos são retocadas desde que existe fotografia no mundo. Existe maquiagem, luz, enquadramento…

Vou novamente abstrair o fato de o editor tchutchuco considerar enquadramento e retoque a mesma coisa. Talvez, de tão viciado em software de retoque de imagem, ele já desconheça a diferença entre produção e retoque. Enquadramento, luz, maquiagem e etecéteras fazem parte da PRODUÇÃO de uma foto. Retoque é oooooooooooooooooutra coisa – mais precisamente, a coisa da esquerda aí em cima. Mas eu disse que iria abstrair isso aí, né?

Então, vamos direto ao ponto de não-abstração:  Peraláumpouquinho! Se eles não usam photoshop, o limite para uso de photoshop é zero, nenhum, inexistente!!! Então, prá quê o há limite pra usar?!?!?!!?

Tudo isso pra provar a minha tese de que uma imagem pode até valer mais que mil palavras – mas a imagem de dona Melancia aí em cima vale algumas palavras incompletas…

Trocadilho que precisa de bula tem graça?

É, hoje a coisa tá agitada…  Não sei se a moça aqui está a fim de fazer poesia ou trocadilho. Mas vamos ver como tio Antônio define trocadilho:

jogo de palavras que apresentam sons semelhantes ou iguais, mas que possuem significados diferentes, de que resultam equívocos por vezes engraçados; calembur, calemburgo 2  uso de expressão que dá margem a diversas interpretações ¤ etim trocado + -ilho ¤ hom trocadilho(fl.trocadilhar)

Jogo de palavras que apresentam sons semelhantes ou iguais, mas que possuem significados diferentes, de que resultam equívocos por vezes engraçados; 2  uso de expressão que dá margem a diversas interpretações ¤ etim trocado + -ilho ¤ hom trocadilho(fl.trocadilhar)

Pra começar, trocadilho é um troço que não pode ficar incubado, senão vira veneno. é melhor soltar logo o trocadilho, e deixar que seu interlocutor sofra com ele.  E, depois, trocadilho dispensa comentários ou explicações. Quando um (bom) trocadilho dito por outrem bate no seu neurônio, ele já chega com a brincadeira e a explicação juntas. Se você pede explicação para um trocadilho ou você tá tirando sarro da cara do seu interlocutor ou não foi informado de alguma coisa no meio do caminho – e, a partir do momento que domina toda a informação do trocadilho, é capaz de assimilá-lo em sua totalidade.

Senão, vejamos: o slogan da campanha do Barack Obama à presidência dos Estados Unidos foi Yes, we can! Na sexta-feira da posse do senhor presidente, algum carioca lascou um Yes, weekend! Explicação para o trocadilho? Só se você não fala N-A-D-A de inglês. Mas, ao ser informado da similaridade de pronúncia entre “we can” e “weekend”, e que, em vez de falar sim, podemos o cabra falou sim, fim de semana!, você já dominou todo o trocadilho – ou o trocadilho te dominou.

Mas eu tô explicando demais uma ideia auto-explicável.  O negócio é que a moça supralincada talvez tenha tentado fazer graça com um jogo de palavras que não foi capaz de adquirir o status de trocadilho. Ficou apenas no jogo de palavras. Faltou alguma liga pra dar a graça. Isso numa poesia que fala justamente de… graça! Mas a coisa perdeu toda a graça na falta de concordância nominal. Ó só:

A graça vem das desgraças;
De ser graça para desgraças;
Que os enchidos e enxeridos;
Faz da graça as desgraças;
Mas qual é a graça?

[Até aqui, foi apenas um entra-e-sai de prefixos. Não houve trocadilhos (Né? Ou eu perdi alguma coisa?) O problema foi que os enchidos e enxeridos faz da graça as desgraças. Prefiro quando eles fazem da graça as desgraças. Pelo menos, dona concordância fica de bem com eles, né?]


(…) Que por conta;
Desses engraçados;
Somos pisoteado e tachado;

[Agora alguém, por favor, me explica: se no verso de cima ela falava em engraçadoS, no plural, por que no verso de baixo a primeira pessoa do plural – somos – foi seguida por dois verbos sem concordância com a pessoa? Por que não pisoteadoS e tachadoS? Aliás, por que não ficar de bem também ;) com dona Gramática e escrever taXados em vez de tachado? Correção: pessoas e coisas podem ser taxadas de boas ou más qualidades; contudo, se forem as pessoas tachadas, será sempre de más qualidades. Post exclusivo sobre isso djá!

(…)Acha graça;
De uma desgraça;
Que se acha;
girafa.

[ã-rrã... sei... mas o que a girafa faz aí no meio da graça? Isso foi um trocadilho? Qual o seu propósito?

Enfim, era pra ter… graça? Porque a palavra graça fez-se presente exatas 19 vezes – contando as desgraças, pósgraças, regraças e subgraças. Mas o espírito de dona graça, esse passou ba-ti-do.

A mosca da sopa e os vírus de linguagem

Arquivado em: Conjunto da obra, Ectoplasma suíno, Mamãe, eu sei escrever, Rolando o lero — Madrasta do texto ruim @ 15:26

Olha, tô aqui numa crise de abstinência do cão com essa queda do Twitter, e ainda sou obrigada a ler esta coisa aqui na Mosca que pousou na minha sopa, mais conhecida como Folha de São Paulo!

Usuários relatam “drama” após ataque virtual derrubar Twitter
O serviço de microblogs Twitter, coqueluche entre internautas, ficou fora do ar na manhã desta quinta-feira (6) devido a um ataque virtual. Foi o suficiente para os usuários entrarem em uma pequena crise pessoal: afinal, quando o Twitter sai do ar, onde as pessoas vão reclamar da falta de acesso ao microblog?

O serviço de microblogs Twitter, coqueluche entre internautas, ficou fora do ar na manhã desta quinta-feira (6) devido a um ataque virtual. (…)

Mais do que cair a ficha (você tem ideia de quanto tempo faz que orelhão não usa mais ficha de metal?), se tem uma expressão que denuncia a DNA (Data de Nascimento Antiga) do redator que a empregou num texto é coqueluche. Ou, então, vedete. Pode até ter sido bonitinha um dia, mas já foi, já passou!!

E essa expressão velha, antiga, passada, ultrrapassada, desusada, foi empregada num texto da Folha Informática!!! Para definir um serviço que caiu nas graças dos usuários há pouquíssimo tempo!!!!

Ah, minha tia, aperta o F5!!! Atualiza seus bordões, credo!!!

Daqui a pouco, você vai dizer que o Orkut é demodé! AAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!

[Tô aqui quase tremendo por não conseguir usar meu twitter! a bagaça continua com problemas!!! AAAAAAAAAHHHHHHHH!!!]

Ameba acadêmica analisa o Orkut

Orkut potencializa a exposição das pessoas

Sob o rótulo de site de relacionamentos, Orkut possibilita que as pessoas saiam do anonimato e cultivem sua autoimagem
Ao lado de reality shows, blogs, fotologs, videologs e redes sociais, o Orkut – que se apresenta sob o rótulo de site de relacionamento – potencializa a exposição das pessoas.  Na opinião de Cintia Dal Bello, coordenadora e docente do Curso de Publicidade e Propaganda da UNINOVE e pesquisadora na área, o Orkut é uma vitrine que projeta cada usuário, possibilitando as pessoas “comuns” terem seu espaço promocional.
Ele atua como uma plataforma hiperespetacular de publicação de sujeitos. “Cada perfil é um canal de acesso imediato à autoestima e à autoimagem, pois representa, promove e celebra o eu”, diz Cintia.  Segundo a especialista, não por acaso, o encerramento da conta na plataforma é sentido como uma espécie de morte, o orkuticídio.
Para a pesquisadora, sob o rótulo de relacionamento, a prática de “adicionar amigos” parece responder mais à necessidade de compor uma audiência cativa do que propriamente estabelecer laços com o outro.  “O ser humano tende a buscar quantidade, quando se decepciona com a qualidade das relações. E essa é uma tendência do mundo moderno em que as pessoas não dispõem mais de tempo para cultivar relacionamentos”, explica.
Todo o processo de comunicação, segundo a especialista, serve à multiplicação do eu no espaço do outro: cada scrap (mensagem) ou depoimento deixado no perfil de um amigo vem acompanhado do conjunto foto/nome hipervinculado que identifica e remete ao eu. Portanto, quanto mais pontos de contato, mais pontos de exibição e visibilidade.
A popularização das redes sociais, dentre as quais o Orkut ainda é líder de mercado, na opinião de Cintia, se associa mais à possibilidade de publicação mediática do eu e sua intimidade do que, especificamente, ao seu potencial técnico para a promoção de relacionamentos duradouros. “Esse encapsulamento do eu no perfil mostra uma crise de confiança que marca a pós-modernidade e reflete a retração narcísica do ser humano como estratégia de sobrevivência”, explica a professora. Em sua opinião, esse tipo de “relacionamento” muito comum entre os jovens aponta para o medo do outro, com o qual só é seguro comunicar-se ou relacionar-se à distância.
Plataformas como o Orkut, de acordo com a pesquisadora, possibilitam a conversão do eu em imagem e sua veiculação amplificada. “Ter um perfil não é, apenas, atender a uma condição de acesso à rede. Trata-se de uma condição de existência e de auto-afirmação”, conclui.

Antes de mais nada, agradeço à Lele do Te dou um dado? pelo e-mail enviado com esta tchutchuca teórica que por ora vos copio.

Daí que a ameba acadêmica resolveu analisar o Orkut à luz da… não sei. Mas o texto por ela gerado é um autêntico Fez-se a bosta! O mais legal é que ela começa teorizando bolinhas vermelhas, e conclui quadrados amarelos. Uma precisão só! Mas o que grassa nesse texto é o estilo rococó empolêixon. Senão vejamos:

Orkut potencializa a exposição das pessoas [já deu pra ver que o texto promete, né?]

Sob o rótulo de site de relacionamentos, [como assim, sob o rótulo? O Orkut não é um site de relacionamentos por ter nascido originalmente com esse propósito? Pelo visto, a ameba partiu de uma premícia, e não de uma premissa...] Orkut possibilita [possibilitar é outro verbo que mirrrrriiiita. Mas, de tão arraigado, é difícil substituir o benedito nas frases! aaaah, não gosto!] que as pessoas saiam do anonimato e cultivem sua autoimagem [não sei quanto a você, mas eu me lembrei daqueles e-mails que vira e mexe a gente recebe, com fotos horrrorooooosas de seres orkutianos, verdadeiros extraterrestres assombrando este planeta... são eles que cultivam a autoimagem? Bom, vamos ver como dona Acadêmica vai desenvolver essa tese. Voltemos ao texto dela...]

Ao lado de reality shows, blogs, fotologs, videologs e redes sociais, o Orkut – que se apresenta sob o rótulo de site de relacionamento – potencializa a exposição das pessoas [Caraca! O que que o reality show tem a ver com as calças?] .  Na opinião de fulana de Tal [vamos combinar de manter o nome de dona acadêmica no anonimato? Porque, né? VA define...], coordenadora e docente do Curso de Publicidade e Propaganda da [arrá! Também não digo qual a facu dela... garanto que não é uma universidade, é uma mera facu... uma dica pra quem mora em São Paulo: essa facu é dez! Infortúnio!] e pesquisadora na área, o Orkut é uma vitrine que projeta cada usuário, possibilitando as pessoas[se o verbo possibilitar mirrritaaaa, imagine então a forma possibilitando?!?!?! GAAAAHHHHH!!! E o que é pior, tio Antônio (/Houaiss) recomenda que você possibilite algo A ALGUÉM. Portanto, antes de pessoas TEM CRASEEEEE!!!] “comuns” terem seu espaço promocional. [Espaço promocional? eu tava crente que blog, fotoblog e etecéteras do gênero facultavam a seus usuários a chance de expressão própria, independentemente de promoção ou não... bom, mas deixemos minha opinião de lado. De volta ao texto de dona acadêmica!]

Ele atua como uma plataforma hiperespetacular de publicação de sujeitos [curioso isso...  exatamente vinte sílabas foram gastas para que dona professora dissesse... nada? Apenas exibisse sua capacidade hiperespetacular de elucubração de neologismos? Isso eu também sei fazer, oras...]. “Cada perfil é um canal de acesso imediato à autoestima e à autoimagem, pois representa, promove e celebra o eu”, [Uou. Dona Fulana também faz análises psicossociais! OK, tudo bem. Promove e celebra o eu. E DAÍ?] diz Fulana.  Segundo a especialista, não por acaso, o encerramento da conta na plataforma é sentido como uma espécie de morte, o orkuticídio. [E o que tem a ver o ânus com as pantalonas? Qual a conclusão?!?! O encerramento de contas no Orkut pra mim nada mais é do que a manifestação da encheção de saco com a plataforma! Isso pressupõe alguma análise psicossocial, é? Bom, mais uma vez estou eu aqui analisando a opinião de dona Acadêmica. Deixemos minha opinião de lado!]

Para a pesquisadora, sob o rótulo de relacionamento [aiomeusaco! Ela gostou dessa história de "sob o rótulo de relacionamento", né? Se ela quiser um rótulo de Coca-cola, eu dou, oras... é só tirar da garrafa! Pelo visto, ela se amarra num rótulo!] , a prática de “adicionar amigos” parece responder mais à necessidade de compor uma audiência cativa do que propriamente estabelecer laços com o outro.  “O ser humano tende a buscar quantidade, quando se decepciona com a qualidade das relações [suruba social?]. E essa é uma tendência [TAVA DEMORANDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! Gente, o mundo vive em cima de tendências hoje em dia! Quero estar viva pra quando nossa sociedade voltar a andar com pernas próprias, e não com pernas de tendências... Infortúnio!] do mundo moderno em que as pessoas não dispõem mais de tempo para cultivar relacionamentos”, explica [explica mesmo? Mas é isso que eu tô esperando aqui!].

Todo o processo de comunicação, segundo a especialista, serve à multiplicação do eu no espaço do outro[multiplicação do eu no espaço do outro? Taqueopa...]-: cada scrap (mensagem) ou depoimento deixado no perfil de um amigo vem acompanhado do conjunto foto/nome hipervinculado [Ok, isso não é temdemssia. Isso é configuração padrão do Orkut!] que identifica e remete ao eu [ô, minha tia... né por nada não, mas eu acho que nesse caso daí a identificação remete ao tu ou ao ele, né não?]. Portanto, quanto mais pontos de contato, mais pontos de exibição e visibilidade. [e então dona acaêmica transformou o eu e a autoexibição em... pontos! Bonito isso, não? Ela mesma arrasou com a tese dela!]

A popularização das redes sociais, dentre as quais o Orkut ainda é líder de mercado [líder de mercado? Uai, ela tá falando de um produto e sua inserção numa sociedade de consumo ou está analisando um fenômeno psicossocial?] , na opinião de Fulana, se associa mais à possibilidade de publicação mediática do eu [Caracaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!! Possibilidade de publicação mediáticaaaaaaaa?!?!! Antes que me perguntem: tanto faz midiático ou mediático, cabei de perguntar pra Tio Antônio. O que me abespinha nessa construção aqui é a necessidade de empolação pra definir e explicar um troço que é tão banal e corriqueiro que os cabras já estão até desistindo da... temdemssia!] e sua intimidade do que, especificamente, ao seu potencial técnico para a promoção de relacionamentos duradouros [Taqueopa! Qual é o objetivo do Orkut, caraca? Promover relacionamentos ou promover o eu do tu associado ao ele?] . “Esse encapsulamento do eu no perfil [Encapsulamento do eu no perfil!!!! O eu vai ser servido em pílulas agora, é?] mostra uma crise de confiança que marca a pós-modernidade e reflete a retração narcísica do ser humano como estratégia de sobrevivência”, explica a professora [Peralá um pouquinho: lá nos encima do texto, dona acadêmica resolve dizer que o Orkut é uma forma de as pessoas promoverem sua autoimagem - portanto, de se exibirem. Aí, ela chega aqui nosembaixo e resolve tacar uma "retração narcísica"? Eu que entendi mal ou aqui ela disse que os usuários do Orkut ficaram tímidos? em cinco parágrafos ela mudou completamente o rumo da prosa?!?!?!?!?!!?!?]. Em sua opinião, esse tipo de “relacionamento” muito comum entre os jovens aponta para o medo do outro, com o qual só é seguro comunicar-se ou relacionar-se à distância. [não vou nem entrar no mérito da crase antes da palavra distância, porque isso é discussão pra mesa de bar. Todo mundo tem razão em tirar o acento grave, e todo mundo tem razão em colocá-lo de volta. Então, deixemos isso de lado porque o terreno é espinhoso. Abespinho-me com o fato de os jovens terem medo de relacionamentos... taqueospa!]

Plataformas como o Orkut, de acordo com a pesquisadora, possibilitam a conversão do eu em imagem e sua veiculação amplificada. “Ter um perfil não é, apenas, atender a uma condição de acesso à rede. Trata-se de uma condição de existência e de auto-afirmação”, conclui. [Puxa... e eu aqui jurando que era uma condição de login e senha!!!!]

O que que você tá fazendo aqui ainda?

O quê? Tá esperando eu melhorar essa bagaça?

Sai fora, rapá! Isso daí de cima não tem jeito, não! O pau já nasceu torto!!!

Miguel, o anjo faxineiro, também colou meleca na cruz

Daí que um dos frequentadores deste caldeirão não é um mero ectoplasma suíno. Não, senhor! O Miguel foi promovido a anjo, e faz uns bicos de faxineiro aqui no Objetivando Disponibilizar. Toda vez que encontra uma minúscula onde deveria ter uma maiúscula, lá vai o Miguel espanar a sujeira! Ele é um chaaaaaaaaaaaaaato – mas quem sou eu pra reclamar? Eu também sou!

Só reclamo quando ele implica com o cachorro – meu cachorro é quem manda em casa, oras bolas!

Mas, enfim, na vida real Miguel já foi revisor, num passado cujas memórias não lhe são agradáveis. Esta é a meleca que ele colou na cruz. Pelo menos serve pra gente se divertir. Ouçamo-lo (BLEARGH! QueÊncliseHorrorosaaaaaaaaaaaa), pois:

Então, Dona Bruxa, eu tava à toa, daí resolvi passar uma vista d’olhos nos fundão do seu blog. E eis senão quando deparo-me com a categoria “Jura que é isso que você quis dizer?”. Quase tive uma síncope: é que essa era a categoria que eu mais odiava nos nada saudosos tempos em que, duro, liso, leso e tendo perdido a namorada pra outro, eu era obrigado a me prostituir fazendo revisão de textos. Pois é. Dessa época inglória restaram-me algumas lembranças péssimas, mas tão indeléveis quanto os primeiros olhares dos primeiros amores a que me lancei, à bolina. Uma dessas lembranças quero dividir com você. Originou-se da mente conturbada de uma professora doutora em História da UFRJ. O texto dela, posto que bem embasado, era um cipoal de coisas estranhas e sem nexo. Limitei-me a corrigir gramática e sintaxe e mandei a semântica às favas. Ao exemplo, pois:
“A elite senatorial romana alimentava-se de elementos eqüestres”. Como diz a Íris, minha filha (foi ela que me mostrou seu blog primeiro): Não é meigo? A moça da UFRJ disse que os senadores romanos comiam cavalos. Nada de mais, se ela não pretendesse dizer que: a elite senatorial romana era composta por homens oriundos da ordem eqüestre. Abre parênteses pra reclamação: (Na época eqüestre tinha trema, essa coisinha graciosa e útil que um bando de senhores gagás, capitaneado por Tio Antônio, achou por bem eliminar. Fecha parênteses.)
Ah, desculpe. Eu só quis dividir com vc minhas memórias do caos. Qualquer dia te falo do tipo pedante e ininteligível que escreveu umas seiscentas páginas sobre uns tais caracteres de Fohi, interpretados por Hegel. Coisa de filósofo que cheirou todas (e eu revisei, mein Gott! Foi o fim da minha carreira de revisor, claro)… Sem contar um livro de Luhmann, um alemão que não diz coisa com loisa, que fui obrigado a ler para um seminário. Eu só conseguia anotar nas margens: Bebeu o quê? Cheirou o quê? Bebeu e cheirou o quê?
Chega.
Obrigado por me ouver, dona Freud. Expurguei um bocado de fantasma aqui.

Então, Dona Bruxa, eu tava à toa, daí resolvi passar uma vista d’olhos nos fundão do seu blog. E eis senão quando deparo-me com a categoria Jura que é isso que você quis dizer?. Quase tive uma síncope: é que essa era a categoria que eu mais odiava nos nada saudosos tempos em que, duro, liso, leso e tendo perdido a namorada pra outro, eu era obrigado a me prostituir fazendo revisão de textos. Pois é. Dessa época inglória restaram-me algumas lembranças péssimas, mas tão indeléveis quanto os primeiros olhares dos primeiros amores a que me lancei, à bolina. Uma dessas lembranças quero dividir com você. Originou-se da mente conturbada de uma professora doutora em História da UFRJ. O texto dela, posto que bem embasado, era um cipoal de coisas estranhas e sem nexo. Limitei-me a corrigir gramática e sintaxe e mandei a semântica às favas. Ao exemplo, pois:

A elite senatorial romana alimentava-se de elementos eqüestres. Como diz a Íris, minha filha (foi ela que me mostrou seu blog primeiro): Não é meigo? A moça da UFRJ disse que os senadores romanos comiam cavalos. Nada de mais, se ela não pretendesse dizer que a elite senatorial romana era composta por homens oriundos da ordem eqüestre. Abre parênteses pra reclamação: (Na época eqüestre tinha trema, essa coisinha graciosa e útil que um bando de senhores gagás, capitaneados por Tio Antônio, achou por bem eliminar. Fecha parênteses.)

Ah, desculpe. Eu só quis dividir com vc minhas memórias do caos. Qualquer dia te falo do tipo pedante e ininteligível que escreveu umas seiscentas páginas sobre uns tais caracteres de Fohi, interpretados por Hegel. Coisa de filósofo que cheirou todas (e eu revisei, mein Gott! Foi o fim da minha carreira de revisor, claro)… Sem contar um livro de Luhmann, um alemão que não diz coisa com loisa, que fui obrigado a ler para um seminário. Eu só conseguia anotar nas margens: Bebeu o quê? Cheirou o quê? Bebeu e cheirou o quê?

Obrigado por me ouver, dona Freud. Expurguei um bocado de fantasma aqui.

Como vocês podem ler, acho melhor eu reunir um mutirão para faxina de meleca de cruz. Só assim a gente expurga os fantasmas do passado, e se livra das amebas escreventes…

Tio Antônio perde oito dias e volta ao UOL

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Jura que é isso o que você quis dizer?, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 12:37

Daí que eu descubro que Tio Antônio recuperou seu puxadinho no UOL da pior maneira possível: com um texto fez-se a bosta!

O que aconteceu foi que o link para o dicionário Houaiss disponível no UOL ficou fora do ar por oito dias, devido a pendências jurídicas de assinaturas de contratos. Um monte de assinante do portal chiou, mas tudo voltou ao normal pouco mais de uma semana depois.

Mas olha como isso foi contado neste link aqui:

SÃO PAULO – A retirada de oito dias do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa se tratou de uma formalidade jurídica, segundo o UOL.
Régis Andaku, diretor de parcerias do portal, explica que os direitos do dicionário pertencem ao Instituto Houaiss, que determinam uma editora para negociá-los – no caso, a Paracatu Editora.

A retirada de oito dias do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa se tratou de uma formalidade jurídica, segundo o UOL.

Alguém, por favor, avisa à ameba escrevente autora da teteia daí de cima que, embora tenha colado sua meleca na cruz ao lado da meleca que eu colei, tio Antônio morreu imortal, portanto é eterno. E, para os eternos, o que são mais oito dias ou menos oito dias?

(Meu único medo é que o verbete oito dias não conste mais de tio Antônio… será que foi retirado?)

Ah, sim! O link pro puxadinho do Tio Antônio voltou pro menu direito deste caldeirão, sob o título “Isso é útil”.

05/08/2009

Conjunto da obra

Arquivado em: Conjunto da obra, Traz a bula, por favor — Madrasta do texto ruim @ 15:11

Descubra neste vídeo por que é importante raciocinar até na hora de brincar.

Divirta-se. Mas, se estiver no trabalho, cuidado para não gargalhar muito alto…

Agradeço à minha amiga Denise pelo envio do link.

Ah, esses mortos catarinenses…

Santa Catarina produz mortos hipocondríacos

Caro leitor: se você for hipocondríaco, mas daqueles profissionais, com registro em carteira e tudo o mais, faça-se o favor de morrer em Santa Catarina.

Porque, de acordo com a manchete do jornal barriga-verde, só os mortos catarinenses são capazes de contrair doenças mesmo após seu decesso.

Infelizmente, os mortos catarinenses ainda não aprenderam a se deslocar, como vocês podem conferir na frase logo abaixo da manchete-tetéia – mas isso é questão de tempo.

Aguardo ansiosa pela manifestação dos mortos argentinos, que certamente são capazes de feitos melhores.  (Fico só imaginando, a esta hora, nuestros hermanos argentinos se perguntando em portunhol safado: ¿Pero como puede los catarinenses moriren y lograren contraer doenzas? ¡Nosotros necesitamos reaccionar!)

P.S.: Obrigada ao Paulo Back pela imagem fornecida via Twitter.

Chico Bento derruba secretário baiano

Arquivado em: Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 14:34
Acima, a tirinha original; abaixo, a "versão" da Secretaria de educação (?!?!) da Bahia

Acima, a tirinha original; abaixo, a "versão" da Secretaria de Educação (?!?!) da Bahia

Eu demorei a postar essa tirinha aqui. Mas valeu a pena, porque agora conto a história toda de uma só vez.

Você já deve ter se cansado de ver web afora, ou mesmo na TV, filmes redublados, que contam uma história completamente diferente da história original.

Os quadrinhos também sofrem com isso… uma busca no Google e você encontra uma série de tirinhas com palavras de baixo calão estreladas por Mônica e seus amigos. Meu lado ectoplasma suíno siacaaaaba de rir com isso – mas meu lado certinha se irrita, não só por toda a obra do Maurício e pelo cuidado que ele tem em lidar com crianças de todas as idades, como o que pode se passar na cabeça de uma criancinha ao ler uma tirinha da Mônica com novos textos nos balõezinhos.

E, no caso da tirinha daí de cima, quando comparada com a versão chulamente adulterada, percebe-se que a resposta original foi muito mais altiva e digna do personagem Chico Bento.

Daí que dez mil professores da rede pública do estado da Bahia receberam uma revista didática que continha a tirinha aí de cima – versão adulterada. O governo do estado disse que foi um erro e tentou corrigir com um carimbo o problema, sem cancelar a distribuição - foi a saída encontrada pela Secretaria de Educação para não imprimir novamente 50 mil revistas que ainda não tinham sido distribuídas.

De acordo com a secretaria, o erro foi cometido por uma funcionária terceirizada que diagramou a revista. Ela diz que retirou a história de um site e que não percebeu o palavrão.
Na internet, o diálogo havia sido alterado do desenho original, publicado na página do cartunista Maurício de Souza. O instituto do criador disse que recebeum um pedido de desculpas do governo da Bahia.

A secretaria baiana de educação explicou que o erro foi cometido por “uma funcionária terceirizada” que diagramou a revista – e a tal da funcionária diz que retirou a história de um site e que não percebeu o palavrão. (tadinha… só duas letrinhas! Hunf!)

Resultado do quiproquó:  o secretário de Educação da Bahia, Adeum Sauer, foi demitido na segunda-feira pelo governador Jaques Wagner. E o governo da Bahia pediu desculpas formais aos estúdios Maurício de Sousa.

Vergonha Alheia define.

Tio Antônio chegou!

Arquivado em: Bons exemplos, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 14:29
Tio antônio tá bonito!

Tio Antônio tá bonito!

Este post é um patrocínio da Editora Objetiva. Que, gentilmente, enviou a esta bruxa que vos fala um exemplar em CD-ROM (e pelamor, não leia cedê-rúm! Leia cedê- rôm!) de Tio Antônio (/Novo Houaiss). Versão atualizada, dentro dos padrões da nova ortografia! Olha que lindinho que ficou!!!

E, por mais bruxa que eu seja, eu sei como ser educada: Muito obrigada, Editora Objetiva!!

02/08/2009

Enqueteeeeeeeeee

Arquivado em: Não-classificado — Madrasta do texto ruim @ 23:51

Ó, eu estou apaixonada pelas adaptações que o Paulo de Loyola faz da professora Maria Cudi de Ampola, de quem sou fã (sou fã de longa data da profa. Cudi e, agora, fã fresca do Paulo de Loyola). Não pelo lado didático, mas é que o jeito como a professora Cudi lida com seus alunos é mais ou menos a forma como eu costumo me relacionar com as amebas. Daí a admiração.

Mas eu falava do Paulo de Loyola. Tudo começou quando eu, com vontade de participar daquela falta do que fazer do lingerieday, só que do meu jeito, comecei a procurar no Google algum desenho da professora Cudi de lingerie. Não encontrei, mas o Paulo fez essa adaptação aqui pra mim. Amei na hora, e transformei em avatar em minutos.

Pelo visto, ele tá curtindo a brincadeira, e fez esta nova adaptação aqui. Cudi Bruxa. E é aqui que começa nossa….

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENQUETE!

Qual desses avatares você prefere que eu use? O meu tradicional ou a versão Cudi Bruxa?

Vote até sexta-feira, e vamos ver no que dá essa votação…

E quem votar vai ganhar, no máximo, um muito obrigado!

31/07/2009

Por que ninguém entende o uso dos porquês numa frase? Porque, embora pareça complicado, é simples. Uai, mas existe um porquê? Por quê?

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos, Ectoplasma suíno, Traz a bula, por favor — Madrasta do texto ruim @ 23:59

Este post foi motivado pela FAQ 35 do mais novo blog do Cardoso. Como lidar com separações, uniões e enchapelações dos porquês.

O troço é purdimais de simples. E é o tipo de errinho que é tão bobinho que a gente nem percebe, simplesmente deixa passar batido. E, como não é nada gritante ou escandaloso, como um seje bem-vindo, por exemplo, a gente deixa prá lá no meio da frase sem fazer maiores estragos – e quem disse que esses estragos são de grande porte?

Mas vamos à explicação. Baseio-me no Manual de Redação e Estilo do Estadão, a única coisa razoavelmente prestável produzida pelo clã dos Mesquita.

Por que – Usado em perguntas, ou em frases com efeito de pergunta:

Ô vovó, por que essa boca tão grande? / Puxa vida, a vovó ainda não me explicou por que ela tem uma boca tão grande.

Porque - Usado em respostas, ou em frases com efeito de resposta:

Tenho esta boca grande porque fui mordida por um marimbondo, ó netinha salsinhenta. / Expliquei à salsinhenta da minha neta que estou com  a boca grande porque fui mordida por um marimbondo.

Por quê – sem maiores explicações. O por que é separado e tem valor de pergunta? Ótemo. Tá no final da frase? Então, não enche o saco, taca o chapeuzinho (se vc quiser que ele seja vermelho, o problema é seu. Mas eu tinha que enfiar esse trocadilho aqui em algum lugar, já que minhas frases de exemplos são ilustradaspor…. ah, vá! Não vou ficar explicando trocadilho! Credocruz, fico meio amebenta nas noites de sexta-feira….), parte pro abraço e não enche, oras!

Ô vovó, você está com a boca tão grande…. por quê?

Porquê – Esta toba daí do lado é a única palavra que não é conjunção, mas substantivo. Ou seja:  se, na frase, o porquê puder ser substituído pelas palavras motivo, razão ou circunstância (lembre-se do professor Girafales, mas considere que, na frase do link em questão, seria melhor a expressão por qual causa (…) ), ele vai junto e com acento. Diquinha básica: se ele levar um artiguinho o ou um antes, então é batata – e chapeuzinho. Se levar o artiguinho os ou uns antes, daí ele vai pro plural e vira porquês.

Minha netinha não entendeu o porquê de eu estar com a boca grande.

Agora, se você chegou até aqui e sabe falar inglês não maravilhosamente, mas razoavelmente bem (pode até traduzir West Bank por Margem Direita), agora é que você não erra mais:

Pegue a frase original em português com o porque enfiado, e traduza a dita pro inglês. Se, na tradução, seu por que virou why, então separa o benedito; se o porque virou because, gruda o dito cujo. E, se virou reason – junta e taca o acento - e beijomeliga.

30/07/2009

A margem direita dos tradutores

Resolvi encher o saco do UOL.

Resolvi encher o saco do UOL.

Eu sei. Isso é implicância pura da minha parte. Um esbarrãozinho de nada na tecla do ésse, e fez-se a teteia daí de cima. Daqui a pouco tá consertado.  Se é que já não está…

Mas eu não vou crucificar o UOL, não. Vou aproveitar a Cisjordânia enfiada no meio (sem duplo sentido) e lembrar como tradutor-ameba sofre…

Como se não bastasse ser uma região cheia de conflitos, problemas, bombas, implicâncias e confusões de ordem étnica, religiosa e quantos etecéteras couberem em sua imaginação, a Cisjordânia ainda dá pobrema na hora da tradução.

Explico:

Em espanhol e português, a supracitada região é denominada Cisjordania (pronuncia-se Cisrrordánia)  e Cisjordânia, respectivamente.

Em francês: Cisjordanie.

Em inglês: West Bank – Pronto! Danou-se o caldo! Fez-se a bosta!

Jornalistas tradutores de agências de notícias não caem mais nessa esparrela.

Mas basta passar algum filme policial ou de ação nessa região que ora é de Israel, ora da Palestina e na maioria das vezes terra de ninguém, pra gente ouvir a frase “We got problems at the West Bank” e ler na legenda: “Temos problemas na margem direita!”

Por isso, caríssimos, toda vez que vocês ouvirem falar sobre a margem direita de Israel, por favor, liguem o nome à pessoa

(Mas eu fico imaginando a tal da mensagem desafiadora dos colonos pro Obama: “Pow, seu Obama! A gente semos gente do bem. tudo çãnguibão! Malandro é Malandro, Mané é mané, firmeza, mano? Falow!” Ok, deixa prá lá.)

29/07/2009

Tadinha da tia Maricota…

Geeente… tô passada!

Pra começar: passou a fase emotiva, tá? As amebas apareceram, surtaram com amebices, e o meu lado romântico e frufru voltou a dormir!

E quem conseguiu ninar meu lado frufru? Uma funkeira. Mais precisamente a guerrilheira do funk. Lembra dela?

Ó, vou te contar, viu? Da outra vez (e não da vez passada, porque aqui nós não sabemos como assar vespas), ela ficou mordida ao ser nocauteada pelo quarteto pontuação, gramática, ortografia e sinonímia! E convocou reforços: a atriz artista celebridade ah, a Leila Lopes! Mas não teve jeito: pontuação e ortografia continuam mais poderosas do que nossa brava guerrilheira, e mais uma vez a levaram à lona!

Confiram o relíze publicado no Te dou um dado? (e eu ainda tenho outro relíze que a Lele do TDUD? me enviou pra publicar. Mas uma coisa de cada vez!).

Vou combinar de abstrair a pontuação nos comentários que farei abaixo, mas vou destacá-la todinha no texto corrigido.

MC DANI LOPES  CONHECIDA  COM GUERRILHEIRA DO FUNK FAZ HOMENAGEM A LEILA LOPES SEU IDOLO [eparrê-iansã! Acreditem se quiserem: seu ídolo aqui está corretíssimo. Mas o que tem de correto tem de feio. Vou sair pela tangente no texto corrigido.] COM O FUNK DA PROFESSORINHA [A bença, tia Maricota! Isso é que é vingança de guerrilheira nocauteada!] AO VIVo NO SEU PROGRAMA  ENTRE 4 PAREDES DA JUST TV , LEILA  NÃO SE CONTEVE  COM A  HOMENAGEM E CAIU EM PRANTOS [Minha dúvida aqui é se ela chorou pelo mesmo motivo que eu choraria, ou se foi realmente muita emoção pro caminhãozinho dela]. ´´ GENTE ISSO NÃO E ARMAÇAO , NUNCA VI ESTA MENINA , NÓS SABEMOS QUANDO O CARINHO DE FÃ E VERDADEIRO  E ELA ETRNIZOU O PERSOGEM  “ PROFESSORINHA“ SOU MADRINHA DE VCS SIM  , ASSINO EM BAIXO, [embaixo se escreve junto!] E APRESENTO VOCES NA MIDIA E EM QUALQUER LUGAR QUER VOCÊS FOREM“AFIRMA LEILA LOPES

[arf, arf, arf, arf, arf, arf.... arf, arf, arf, arf, arf...]

FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha ,leila lopes e sussesso [sussesso é o sucesso tipicamente vivido por ofídeos. Imagine, portanto, uma cobra falando: susssessssso. Pronto! Nem precisa contar essa como erro de ortografia!] ate no ritimo [ritimo? Sei, sei. Esse i extra é pra dar... cadência, né? Depois eu elogio texto de banco e tem cabra que quase me crucifica...] funk.

Sua beleza contagia e sou [OK, vamos deixar isso prá lá, né? Foi só um errinho de teclado. Erro simétrico, porque o dedo da mão esquerda que tecla no e é o equivalente ao dedo da direita que tecla o o] sorrizo [AH, TÔ PERDOANDO DEMAIS!!!! SORRISO É COM ÉSSE!!!] e [aqui eu já deixo de perdoar a falta de acentos] radiante. Ela e [aqui também eu  deixo de perdoar a falta de acentos] a professora mais amada do brasil, [e aqui, eu não perdoo o Brasil em caixa baixa. Se bem que, como diria o meu pai, "para o que se presta, bacalhau basta". Por que justo aqui o Brasil receberia a reverência de uma maiúscula, né? Isto é o que nosso país tem de mais minúsculo...] [Repetem-se os versinhos, repetem-se meus comentários:] Ela e [aqui também eu  deixo de perdoar a falta de acentos] a professora mais amada do brasil, [e aqui, eu não perdoo o Brasil em caixa baixa. Se bem que, como diria o meu pai, "para o que se presta, bacalhau basta". Por que justo aqui o Brasil receberia a reverência de uma maiúscula, né? Isto é o que nosso país tem de mais minúsculo...]

Bom, sem mais delongas ou maiores discussões, vamos logo corrigir o texto por Tutatis, antes que o céu caia sobre nossas cabeças (/gauleses)!

MC Dani Lopes-vírgula, conhecida como Guerrilheira do Funk, fez homenagem a Leila Lopes-vírgula, de quem é fã-vírgula, [arrá!] com o funk da professorinha-ponto.  A homenagem ocorreu ao vivo-vírgula, em seu programa -abre aspas”Entre quatro paredes-fecha aspas”, transmitido pela Just TV-ponto. Leila não se conteve com a homenagem e caiu em prantos-dois pontos, abre aspas: “Gente, isso não é armação, nunca vi esta menina, nós sabemos quando o carinho de fã é verdadeiro-vírgula, e ela eternizou o personagem  “professorinha”-ponto. Sou madrinha de vocês, sim, assino embaixo e apresento vocês na mídia e em qualquer lugar quer vocês forem”-vírgula, afirma Leila Lopes.

FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha, Leila Lopes é sucesso ate no ritimo funk.

Sua beleza contagia e seu sorriso é radiante. Ela é a professora mais amada do Brasil, é a professora mais amada do Brasil.

Tadinha da tia Maricota… ganha tão pouco e, na hora de ser homenageada enquanto professora, é comparada a atriz pornô e ainda recebe um texto desses no meio das ideias… Oremos por tia Maricota, porque essa lutadora daí de cima é caso perdido… Já não basta apanhar repetidas vezes de dona Ortografia e de dona Pontuação, cáspita?!?!?!

MC DANI LOPES  CONHECIDA  COM GUERRILHEIRA DO FUNK FAZ HOMENAGEM A LEILA LOPES SEU IDOLO   COM O FUNK DA PROFESSORINHA AO VIVo NO SEU PROGRAMA  ENTRE 4 PAREDES DA JUST TV, LEILA  NÃO SE CONTEVE  COM A  HOMENAGEM E CAIU EM PRANTOS. ´´ GENTE ISSO NÃO E ARMAÇAO , NUNCA VI ESTA MENINA , NÓS SABEMOS QUANDO O CARINHO DE FÃ E VERDADEIRO  E ELA ETRNIZOU O PERSOGEM  “ PROFESSORINHA“ SOU MADRINHA DE VCS SIM  , ASSINO EM BAIXO,E APRESENTO VOCES NA MIDIA E EM QUALQUER LUGAR QUER VOCÊS FOREM“AFIRMA LEILA LOPES
FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha ,leila lopes e sussesso ate no ritimo funk.
Sua beleza contagia e sou sorrizo e radiante. Ela e a professora mais amada do brasil,ela e a professoa mais amada do brasil.

O Pantaleão dos deuses

É mentira, Terta? (Charge de Amarildo inserida sobre foto do Panteão de Roma)

É mentira, Terta? (Charge de Amarildo inserida sobre foto do Panteão de Roma)

Tudo ia muito bem, quando este texto aqui sobre história e evolução das artes começou a circular pelo Twitter. Vários piadores abespinharam-se com este trechinho aqui, que falava de Roma:

(…) O Coliseu, enorme anfiteatro no centro velho da cidade e o Pantaleão, templo dedicado a todos os deuses, são exemplos da engenharia arquitetônica (…)

Hein? Como? Por exemplo? Cadê? como assim, o Pantheon ou Panteão, virou Pantaleão? ‘Bora jogar no Google, né? Vai que é assim em Portugal e nós, bando de enguinhorantes, não sabemos disso?

Mas Senhor Google disse que não, que é Pantheon ou Panteão, mesmo. E que Pantaleão é nome de santo. Ou o personagem do Chico Anísio.

Então, o sujeitim errou, né? Olha, eu só identifiquei esse errinho daí de cima. Mas uma querida ectoplasma suína fez um verdadeiro contra-tratado de amebices (que ela chamou de salsinhas) do texto. Vou colocá-lo no final deste post, sob o título “História da Arte”, pra você ler com toda calma, enquanto enfrenta o trânsito de São Paulo, ou fica na sala de espera do aeroporto, ou seja lá o que você tiver que fazer que lhe tome muito tempo. O texto tá bom, e tá looongo!

Aqui no corpo deste post limito-me apenas a mostrar o comentário irado (sem gírias, porque a moça ficou irritadíssima) da querida ectoplasma suína a respeito do Pantaleão:

QUEEEEMMM???  Aqui a salsinha histórica atinge seu apogeu: não seria PANTEÃO, de pan (todos) e theos (deuses), caro colega? O Panteão de Agripa (cônsul romano) é um dos poucos edifícios que sobreviveram às inúmeras reformas que a cidade de Roma sofreu ao longo dos séculos. Ele data do ano 27 d. C., durante a República Romana, e foi todo reformadinho em 125 d. C. pelo imperador Adriano, para servir como uma espécie de templo ecumênico e agradar assim a todos os deuses dos povos conquistados por Roma. Só para constar, Pantaleão é um personagem da commedia dell’arte, um velho ranzinza e muquirana, que geralmente é espezinhado no final da peça

Como vocês podem perceber, este caldeirão aqui está contando até com assessoria para assuntos de história das artes… estamos ficando muito chiques! :)

Ói o link para o arquivo dela historiadaarte.

28/07/2009

Pasto bom, sô!

Arquivado em: Ah, os publicitários..., Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 19:47
Simples, preciso, conciso, objetivo e direto. Como uma boa prosa no interior.

Simples, preciso, conciso, objetivo e direto. Como uma boa prosa no interior.

Texto de banco escrito para o queridocliente é tão ruim que, quando eu vejo um bom exemplo, chego até a me emocionar. Isso depois de conferir se eu estou delirando, claro.

O banco em questão tem uma considerável clientela no setor rural, e resolveu fazer um chameguinho com o queridocliente. Tá na home deles, que eu não vou lincar aqui porque, por mais emotiva que esteja, não vou gerar tráfego gratuito pra banqueiro. Mas o textinho acima é irretocável.

Começa com o porque junto no início da frase. Pooonto positivo! Ou milagre, sei lá.

Mas o texto deixa evidente que quem o escreveu não é ameba. Uma ameba autêntica teria colocado vírgula entre país e merece (quarta linha), para de vez assassinar a regra de que sujeito e predicado não se separam por vírgula em língua nenhuma do mundo. Não, não senhor: o texto acima foi escrito por um autêntico ectoplasma suíno! Ectoplasmas suínos deixam sua (boa) marca registrada por onde passam!

Embora seja meio longuinha, a primeira frase do segundo parágrafo tem ritmo, tem cadência. Tanto é que, mesmo sem a vírgula na quarta linha, você sabe que dá pra dar uma paradinha pra respirar ali mesmo. E o verbo merece, repetido na frase seguinte, reforça o ritmo e a cadência iniciados na frase anterior, e arremata a ideia do “vem cá, meu rei, que eu te dou um chamego”. E o que é melhor: não ficou piegas!

Como um cafezinho daqueles passados no coador, que regam as melhores prosas do interior.

Ai, eu estou ficando muito emotiva, viu? Mas a imagenzinha acima me prova que ainda existe esperança na humanidade!!

24/07/2009

Carlito Maia, sempre genial

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 18:23

Sei que estou meio sumida deste caldeirão, mas tenho assuntos de feiticeirinho a tratar. Enquanto semana que vem não chega e me libera dessas questãs, deixo vocês com algumas frases geniais do idem Carlito Maia. Se você não sabe quem foi Carlito Maia, não se dê ao trabalho de jogar no Google. Clica aqui, e confira a homenagem que os filhos fizeram a ele.

E foi do link “carlitadas, carlitices, cartolices” que eu tirei essas frases lapidares do Carlito Maia. Divirtam-se com elas, mas antes permitam-me agradecer ao @luizcebola e ao @inagaki, por postarem esse link no Twitter. Agira sim, vamos às frases:

O PT não é do Lula, o Lula é do PT.
São Paulo separa os amigos e junta os inimigos.
Amo São Paulo com todo ódio.
Não pode haver democracia onde os democratas são minoria.
Evite acidentes, faça tudo de propósito.
Brasil? fraude explica!
Homem está em falta, machão tem a dar com pau.
Vim ao mundo a passeio, não em viagem de negócios.
Se o PT não existisse, eu o inventaria.
O PT está dividido entre xiitas e chaatos.
A esquerda, quando começa a contar dinheiro, vira direita.
Poderia chamar-se Vanity Fairnando Henrique, o egonomista.
Collorido pela própria natureza, o tucano é aquele que tem vergonha de ser PFL e não tem coragem de ser petista.
Acordem e Progresso!
Deixei de usar gravata porque sentia um nó na garganta.
Uma vida não é nada. Com coragem, pode ser muito.
O PT é composto por seres humanos, com todos os defeitos e virtudes: xiitas e xaatos, xiiques e xuucros, xaaropes e xeeretas.
Pela privatização da privada pública! Ou pela estatização da Privada!
PT, estrela vermelha, astral azul, a luz no fim do túnel, Puta Tesão!
A verdade deve ter escravos e não donos.
Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros.
  • O PT não é do Lula, o Lula é do PT.
  • São Paulo separa os amigos e junta os inimigos.
  • Amo São Paulo com todo ódio.
  • Não pode haver democracia onde os democratas são minoria.
  • Evite acidentes, faça tudo de propósito.
  • Brasil? fraude explica!
  • Homem está em falta, machão tem a dar com pau.
  • Vim ao mundo a passeio, não em viagem de negócios.
  • Se o PT não existisse, eu o inventaria.
  • O PT está dividido entre xiitas e chaatos.
  • A esquerda, quando começa a contar dinheiro, vira direita.
  • Poderia chamar-se Vanity Fairnando Henrique, o egonomista.
  • Collorido pela própria natureza, o tucano é aquele que tem vergonha de ser PFL e não tem coragem de ser petista.
  • Acordem e Progresso!
  • Deixei de usar gravata porque sentia um nó na garganta.
  • Uma vida não é nada. Com coragem, pode ser muito.
  • O PT é composto por seres humanos, com todos os defeitos e virtudes: xiitas e xaatos, xiiques e xuucros, xaaropes e xeeretas.
  • Pela privatização da privada pública! Ou pela estatização da Privada!
  • PT, estrela vermelha, astral azul, a luz no fim do túnel, Puta Tesão!
  • A verdade deve ter escravos e não donos.
  • Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros.

22/07/2009

Né por nada não…

Arquivado em: Bons exemplos, Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 14:18
Até o Chrome tá sabendo...

Até o Chrome tá sabendo...

…mas esse aviso quem me deu foi o Chrome, meu navegador fofucho (livre, leve, solto e não-M$. Tuudo de bom!).

E ele ainda me ofereceu ‘informações detalhadas sobre os problemas com os elementos!

As amebas do Ig já são detectadas até por navegadores, impressionante! Resolvi respeitar: não vou navegar por essa página, não…

(E sim, eu sei o que é um malware, e que não tem nada a ver com a qualidade dos textos e etecétera. Mas é que a piadinha tava quicando, eu ti-nha que chutar pro gol!)

21/07/2009

Implico com o UOL, mas a Veja…

O mapa da esquerda, em breve no Guia Quatro Rodas. (não.)

E pra que ninguém, mas ninguém, diga que eu sou implicante, eu também destaquei o que há de correto no mapa, viu? Eles acertaram o Oceano Atlântico, por exemplo! Ah, e a absoluta em questão é a Stefhany, não a vodka...

Sou obrigada aqui a pedir desculpas públicas ao UOL. Cara, como eu sou mesquinha!!! Fico aqui enchendo o saco das amebas uolantes por causa de contagem de caracteres e enquanto isso não reparo no que REALMENTE grita em matéria de erros. Como é que eu pude deixar passar o Nordeste da Revista Veja, que foi notícia na sexta-feira passada!?!?!?!?!

Ainda bem que a geografia alterada da revista editada na República Esbórnica do Rio Pinheiros (um país que não existe no mapa, mas vive no coração de muita ameba por aí) foi notícia aqui (onde eu pude capturar a teteia cartográfica), aqui, aqui e em mais um monte de lugar.

Tudo começou com Stefhany. A do Cross-Fox. Não sabe de quem estou falando? Joga no You Tube que vai mais rápido. Mas atente para a grafia correta de Stefhany.

Enfim, a menina veio de Inhuma, interior do Piauí. Para mostrar onde fica a supracitada cidade, a revista Veja criou esse mapinha tuuuuudo de bom (e errado). Logo depois, corrigiu o erro, mas os deuses do print-screen não falham nunca.

Só me resta torcer para que Lucas Celebridade alcance sua tão sonhada fama, e jogue a também piauiense Luzilândia nos mapas da revista Veja. Se Deus quiser, serei a primeira a postar o furo aqui. Vai, Luquinha!

Mas, se eu for realmente uma bruxa boazinha, devo rezar para que a supracitada revista não se alimente mais dos mananciais cartográficos dos livros editados pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Porque, pelo visto, a amebice cartográfica é mais contagiosa que gripe suína.

Em tempo: Rosana Herman, obrigada pelo seu pio!

17/07/2009

Mais máximas e mínimas do Barão de Itararé

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 12:39
  • Pato educado come com as patas.
  • Que faz o peixe afinal? Nada…
  • O limão é uma laranja com azia.
  • A balança era, antigamente, o símbolo da justiça. Hoje é a desgraça da freguesia dos armazéns de secos e molhados.
  • Quando pobre come frango é porque um dos dois está doente.
  • O voto deverá ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.
  • Cada povo tem o governo que merece – mas não é menos verdade que muitos povos não merecem o governo que têm.
  • A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas, em geral, enguiça por falta de energia ou, então, não funciona, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.
  • Houve um tempo em que os animais falavam. Hoje, eles também escrevem.

Ah, hoje deu preguiça…

Arquivado em: Não-classificado — Madrasta do texto ruim @ 12:30

Tenho bastante coisa pra escrever aqui. É o texto sobre a inovação diferenciada, é o texto de assessoria que eu pedi e a Lele me mandou (aquele que, segundo ela, “beira a poesia eslovena” (miacaaaabo com a Lele)… mas tô com preguiça! Ah, eu também tenho o direito de descansar!

E sexta-feira é dia de se divertir, né? Só por isso, o próximo post vai ser com Máximas e Mínimas do Barão de Itararé!

Segunda-feira eu reabro o caldeirão para dar os passes nos textos de bosta, OK? E pelamordedeus, amebas, não me tirem do sério este fim de semana!

Inté!

16/07/2009

Brasil, um país de mortos

E, ali à esquerda, a prova de que o ésse foi usurpado...

E, ali à esquerda, a prova de que o ésse foi usurpado...

Porra, eu não posso nem fazer um lanchinho que o UOL vem e taca um troço desses bem lá nosemcima da página inicial?!!?!?

Catzo, que diabos eles querem dizer com Brasil chega a 11 mortos? Estão comparando morto com medalha olímpica, como em Brasil chega a 11 ouros em Sidney, é?

Prova da preguiça das amebas uolantes: foi o tempo de comer meio sanduíche pra que eu chegasse à frase final:

Brasil chega a 11 mortos por causa da gripe suína – 49 caracteres com espaços
Vítimas fatais da gripe suína chegam a 11 no país – 49 caracteres com espaços

Brasil chega a 11 mortos por causa da gripe suína49 caracteres com espaços

Brasil: vítimas fatais da gripe suína chegam a 11 49 caracteres com espaços. É tão difícl assim?

E aí, quanto é que eu ganho pra fazer manchete decente pro UOL? Pô, nem o sanduíche que eu tava comendo foi patrocínio deles!!!

Rima melhor quem rima por último

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 17:57

Já vou avisando: se clicares aí em cima estarás por tua conta e risco!

Esse troço aí em cima é o “funk do Twitter”. Tá circulando… pelo Twitter, claro!

Recebi isso em vários pios, mas sempre me recusei a ouvir. Até que o Cardoso apontou para este link aqui. Em seu blog, o Eden Wiedemann falou sobre a… obra.

Nos comentários, o…. autor da obra reclamou, e desafiou o Eden a fazer melhor. E ele fez:

Douglas, meu amigo
Seu desafio foi aceito
E aqui eu vou reafirmar
que sua rima tem defeito
e é usando de rima
que vou mostrar seu malfeito
“Uns que pensam que é”
é ruim de doer
Usou “estatuto” a toa
isso devo lhe dizer
“Idiota” com “Bateu as bota”
Esqueceu o S sem perceber?
“Meus amigo saber”
Concordância nem pensar
E você quer me dizer
que ainda sabe Rimar?
Quem rima faz bonito
pra qualquer merda não publicar
O seu vídeo não é ruim
ele é até engraçado
Mas se critica lhe incomoda
não devia ter publicado
Podia ter mostrado só pros amigos
E não teria se estressado
Acho que esclareci
o porque de ter falado
que sua rima não é boa
e de ter sacaneado
Dizendo que é coisa de funkeiro
o negócio de rimar errado
Eu também não rimo bem
Como pode perceber
Mas nem precisa muito esforço
pra rimar como você
Se ainda acha ruim
Então…

Douglas, meu amigo
Seu desafio foi aceito
E aqui eu vou reafirmar
que sua rima tem defeito
e é usando de rima
que vou mostrar seu malfeito

“Uns que pensam que é”
é ruim de doer
Usou “estatuto” a toa
isso devo lhe dizer
“Idiota” com “Bateu as bota”
Esqueceu o S sem perceber?

“Meus amigo saber”
Concordância nem pensar
E você quer me dizer
que ainda sabe Rimar?
Quem rima faz bonito
pra qualquer merda não publicar

O seu vídeo não é ruim
ele é até engraçado
Mas se critica lhe incomoda
não devia ter publicado
Podia ter mostrado só pros amigos
E não teria se estressado

Acho que esclareci
o porque de ter falado
que sua rima não é boa
e de ter sacaneado
Dizendo que é coisa de funkeiro
o negócio de rimar errado

Eu também não rimo bem
Como pode perceber
Mas nem precisa muito esforço
pra rimar como você
Se ainda acha ruim
Então…

Em tempo: depois desses singelos versinhos, me senti na obrigação de ouvir o tal do funk. Aguentei por 1 minuto e 20 segundos. Depois fui tomar um Dramin pra não vomitar.

Coincidência ou complô?

Arquivado em: Assaltaram a gramática, Assassinaram a lógica, Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 17:18

estranho é descobrir que, no mesmo dia em que DUAS concordâncias nominais saem de férias, um segurança do Senado resolve deter o ésse. Será coincidência ou complô?

Mais uma concordância nominal de férias

O que você acha? Dona concordância foi esquiar nos Alpes ou tomar um solzinho?

O que você acha? Dona concordância nominal foi esquiar nos Alpes ou achou melhor tomar um solzinho?

O pior é que eu fico imaginando T-O-D-A-S as concordâncias nominais espalhando protetor solar pela pele e de óculos escuros, estiradas em espreguiçadeiras d’algum resort do Nordeste, enquanto a gente enlouquece aqui no Sul Maravilha. Será que tá rolando alguma promoção especial para concordância nominal? “Viaje e relaxe por uma semana e ganhe 50% de desconto“.

A dica foi do Sérgio Vilatorre, via Twitter. Sérgio, demorei mas postei! Perdão, quase que me esqueço de te dar o crédito!

Olha aí o que o UOL aprontou lá na página inicial deles. Já saiu de lá, mas os deuses do print-screen não me abandonam! Cara, será que a ameba uolante acreditou piamente que era só colocar um ésse no final que já tava tudo no plural e beijo-me-liga? GAAAAAAAAHHHHHH!!!

Amebas uolantes, tia Maricota ensinou – e o Manual do Estadão repete: nos casos de substantivos compostos por duas palavras variáveis, no plural composto as duas palavras se flexionam. Se, no singular, a palavra caixa-preta já teve o preto variado para o gênero feminino, não venham me dizer que preta não vai pro plural porque é cor, e cor não varia. Tá lá a menina variada, oras!

Então, repitam com a bruxa aqui: caixaS-pretaS.  Assim como está escrito no texto ao qual o link da página inicial remete.

Concordância nominal sai de férias no Yahoo Notícias

Arquivado em: Assaltaram a gramática, Ectoplasma suíno, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 13:16
Ah, quanto sofrer…
Jornalista (ô, raça!) é um bicho que não nasceu pra mexer com números. Quando tem que fazê-lo por obrigação é um Deus nos acuda. Há raríssimas exceções, mas os cabras sofrem com números. E como explicar o que é singular e o que é plural? Eles não rezam pra Nossa Senhora da Concordância Nominal, oras… daí, aprontam a teteia (sem acento) que saiu no Yahoo notícias, mais precisamente aqui. É muito número, meu Deus do céu!!! Olha como ficou o último parágrafo da notícia:
Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no PaísSubiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%).
Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no País
Subiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados [casos passados? Não seriam casos informados ou relatados? Ou você quis dizer casos transmitidos, casos infectados? Ah, deixa prá lá. hoje acordei boazinha, não vou implicar muito...]  pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.
Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.
[Acompanhou a quantidade de números, até aqui, né? Agora, olha o que a ameba me apronta a seguir:] Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%)

Ah, quanto sofrer…

Jornalista (ô, raça!) é um bicho que não nasceu pra mexer com números. Quando tem que fazê-lo por obrigação é um Deus nos acuda. Há raríssimas exceções, mas os cabras sofrem com números. E como explicar o que é singular e o que é plural? Eles não rezam pra Nossa Senhora da Concordância Nominal, oras… daí, aprontam a teteia (sem acento) que saiu no Yahoo notícias, mais precisamente aqui. É muito número, meu Deus do céu!!! Olha como ficou o último parágrafo da notícia:

Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no País

Subiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados [casos passados? Não seriam casos informados ou relatados? Ou você quis dizer casos transmitidos, casos infectados? Ah, deixa prá lá. Hoje acordei boazinha, não vou implicar muito...] pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.

Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.

[Acompanhou a quantidade de números, até aqui, né? Agora, olha o que a ameba me apronta a seguir:] Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%)

[suspiro]

Prá começar, a redundância aqui tá sofrível. Contaminação das pessoas infectadas? O que que a fofura queria? Contaminação de pessoas não-infectadas?

E depois vem essa concordância nominal safada. Quando se fala em maior parte, ou em maioria, o verbo vai pro singular: é uma parte (tudo bem que é a maior, e isso implica mais de uma pessoa, mas ainda assim é só uma parte) ou a maioria (a maioria é uma só. Por mais que tenha o maior número de pessoas, a maioria é uma só.)

Por isso, vou reescrever só o último parágrafo. Vamos combinar que o “passados” do primeiro parágrafo virou “relatados”, OK?

Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte das pessoas infectadas contraiu o vírus fora do Brasil (55,2%)

Mais uma vez, obrigada à Rafaela pelo link da notícia! (Gente, os ectoplasmas suínos estão pululando aqui!! Que tuuuudooo!!!


Redator da Folha clama por um “Pedala!”

Eu estou me enternecendo com os comentários e visitas de gente inteligente a este caldeirão! Sério, gente! Vocês estão devolvendo a esta Bruxa Malvada as esperanças na Raça Humana!

A Rafaela, por exemplo. Não satisfeita em me inspirar a fazer um post delicioso do texto em que o Veríssimo tenta se redimir com o trema, ela ainda me manda mais uma das amebices da Folha, que está originalmente aqui. Vamos conferir:

Dono da boate Bahamas, Oscar Maroni volta a ser preso em São Paulo
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da Folha Online
O empresário Oscar Maroni voltou a ser preso nesta quarta-feira sob a suspeita de coação de uma testemunha no curso de um processo.
Na terça-feira (7) passada o proprietário da boate Bahamas foi libertado após ficar também uma semana preso após ter a detenção determinada pelo juiz da 5ª Vara Criminal de São Paulo, Edson Brandão, durante audiência relativa ao processo que Maroni responde por acusação de manter uma casa de prostituição, favorecimento à prostituição, tráfico interno de pessoas e formação de quadrilha ou bando.

Dono da boate Bahamas, Oscar Maroni volta a ser preso em São Paulo

O empresário Oscar Maroni voltou a ser preso [tipassim, a Folha tá economizando locução verbal, é? Qual o problema? Tá faltando caractere no linotipo? Qual a explicação mais plausível para repetir no lead a locução verbal usada no título? Preguiça define?] nesta quarta-feira sob a suspeita de coação de uma testemunha no curso de um processo.

Na terça-feira (7) passada o proprietário da boate Bahamas foi libertado após ficar também uma semana preso após ter a detenção determinada pelo juiz da 5ª Vara Criminal de São Paulo, Edson Brandão, durante audiência relativa ao processo que Maroni responde por acusação de manter uma casa de prostituição, favorecimento à prostituição, tráfico interno de pessoas e formação de quadrilha ou bando. [arf, arf, arf, arf... calma que eu tô recuperando o fôlego! São três linhas sem um ponto final! Arf, arf, arf, arf...]

Alguém por favor dá um pedala! nas têmporas do sujeito que escreveu após seguido de após? Estou pra conhecer melhor forma de desentupir e desengasgar texto enguiçado! Outra coisa: o autor da tchutchuca daí de cima não foi apresentado ao ponto! Alguém avisa, por favor?

Vamos ver o que dá pra fazer com essa tchutchuca. Nada muito dolorido, não…

Dono da boate Bahamas, Oscar Maroni volta a ser preso em São Paulo

O empresário Oscar Maroni foi detido novamente nesta quarta-feira-vírgula, sob a suspeita de coação de uma testemunha no curso de um processo.

Na terça-feira (7) passada-vírgula, o proprietário da boate Bahamas foi libertado após ficar também uma semana preso-ponto. Sua detenção foi determinada pelo juiz da 5ª Vara Criminal de São Paulo, Edson Brandão durante audiência-ponto. O empresário responde a processo no qual é acusado de manter uma casa de prostituição, favorecer prostituição, tráfico interno de pessoas e formação de quadrilha ou bando.

Será que ao menos o bípede que escreveu o texto acima é bom jogador de futebol? Taí, podia ganhar dinheiro em outras searas…

15/07/2009

Anabela de Malhadas

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Conjunto da obra, Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 21:55

[Para ler com sotaque português]

Prezados,

Este vídeo que cá estou a vos postar é um perfeito exemplar do delicioso acento [sotaque] de nossos irmãos d’além mar.

Anabela de Malhadas é uma figura, que não está a ficar consigo na hora de contar até cinco.

Divirtam-se, pois, com Anabela, e aproveitem o delicioso acento lusitano!

Com os cordiais agradecimentos ao Cardoso e aos gajos do Twitter, que espalharam este vídeo hoje!

“Estrupo” impune há dois meses

Arquivado em: Hortografia pobremática, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 18:51
60 dias de impunidade. Onde nós vamos parar?

60 dias de impunidade. Onde nós vamos parar?

Algumas horinhas no telefone com Ju Sampaio fazem bem a qualquer pessoa. Ri muito e ri alto com os exemplos de alunos-ameba que ela tem. Professora, eu tô plasma com isso!, ou Concordo em gênero e número igual, professora!” são coisas que ela escuta todos os dias. [A aluna que fica plasma poderia usar um pouco de LCD prá ficar doidona, né? Não, melhor não.]

Mas assustador mesmo foi o que ela me mandou por e-mail logo depois de nossa conversa. Viram a teteia daí de cima? O original tá aqui.

Reparem na data de publicação e na data de hoje: 60 DIAS!! 60 DIAS E NINGUÉM CONSERTOU A BAGAÇAAAA!!!

Crianças, entendam uma coisa: errar é humano. Persistir no erro é amebice. Palavras como estupro e exceção foram feitas para a gente tropeçar nelas. Toda vez que você tiver que digitar uma palavrinha mais tropeçante, pare e releia. Veja se você escreveu direito. Se não escreveu direito, “botão de backspace, tamojuntoooo!“. Simples. Tanto foi erro de distração/digitação que o subtítulo está grafado corretamente. E juro que eu vou abstrair o maniaco sem acento.

Veríssimo e o trema

Arquivado em: Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 18:35

O texto de hoje é dedicado (/rádio brega) à Rafaela, que adora freqüentar com trema os lugares de sua preferência, mas fica com a consciência pesada por causa dos pinguinhos do ü.  rafaela, tededico. Na hora em que li sua observação me lembrei desse texto de Luis Fernando, que li no Blog do Noblat ainda em dezembro. Repare que você está em boa companhia com seu apego pelo trema. Esse texto também foi publicado no Jornal “Zero Hora” nº. 15806, de 1/12/2008. Mas eu o copiei deste blog aqui.

Müller e Anais
Esta pode ser a última oportunidade que terei para usar o trema e compensar todas as vezes que o omiti por pura implicância.
Luis Fernando Verissimo
Estou me sentindo culpado. Nunca usei o trema. Desde que aprendi a escrever – sem piadas, por favor –, ignorei o trema. Quando comecei a escrever, por assim dizer, em público, continuei a ignorá-lo. Os revisores, se quisessem, que acrescentassem os tremas onde cabiam. Por vontade própria, nunca botei olhos de cobra em cima de nenhum “u”. Nem mesmo quando o computador, com sua conhecida aversão à informalidade gramatical, sublinhava a palavra em vermelho para me avisar que estava faltando o trema, burro! Se dependesse de mim, o trema não existiria.
Mas com a nova reforma ortográfica, o trema vai desaparecer. E eu fiquei com remorso. Talvez tenha sido injusto com ele. O trema, afinal, tinha uma história. Tinha uma razão para existir, mesmo modesta. Tinha uma função, mesmo dispensável. E eu o desdenhara sem dó, coitadinho. Como me penitenciar?
Esta pode ser a última oportunidade que terei para usar o trema e compensar todas as vezes que o omiti por pura implicância. A reforma já está sendo implantada, os pontinhos marcham, dois a dois, para o esquecimento, tenho pouco tempo para me reabilitar. Mas como?
Quase todas as matérias que li sobre o fim do trema citavam que ele só continuará sendo usado em nomes estrangeiros como Müller e Anaïs. Müller e Anaïs! Uma história para Müller e Anaïs, rápido.
Uma história com seqüência, conseqüência, eloqüência…
Talvez uma história policial: a dupla Müller e Anaïs atrás de delinqüentes.
Ou uma história de excessos eqüestres levando ao uso freqüente de ungüentos.
Ou uma simples cena doméstica. Müller e Anaïs na cozinha do seu apartamento, eqüidistantes de um pingüim em cima da geladeira. Müller acaba de chegar da rua.
— Anaïs, esse pingüim…
— Quêqui tem?
— Eu não agüento esse pingüim, Anaïs.
— Ele está aí há cinqüenta anos e só agora você nota?
— Cinqüenta anos, Anaïs?
— Está bem, cinco. Um qüinqüênio.
— Um qüinqüênio?
— Um qüinqüênio. E vai ficar aí outro qüinqüênio.
– Não se usa mais pingüim em geladeira, Anaïs. É uma coisa do passado. Como a crase.
— Pois eu gosto e está acabado. Trouxe a lingüiça?
Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 15806, 1/12/2008.

Müller e Anaïs

Estou me sentindo culpado. Nunca usei o trema. Desde que aprendi a escrever – sem piadas, por favor –, ignorei o trema. Quando comecei a escrever, por assim dizer, em público, continuei a ignorá-lo. Os revisores, se quisessem, que acrescentassem os tremas onde cabiam. Por vontade própria, nunca botei olhos de cobra em cima de nenhum “u”. Nem mesmo quando o computador, com sua conhecida aversão à informalidade gramatical, sublinhava a palavra em vermelho para me avisar que estava faltando o trema, burro! Se dependesse de mim, o trema não existiria.

Mas com a nova reforma ortográfica, o trema vai desaparecer. E eu fiquei com remorso. Talvez tenha sido injusto com ele. O trema, afinal, tinha uma história. Tinha uma razão para existir, mesmo modesta. Tinha uma função, mesmo dispensável. E eu o desdenhara sem dó, coitadinho. Como me penitenciar?

Esta pode ser a última oportunidade que terei para usar o trema e compensar todas as vezes que o omiti por pura implicância. A reforma já está sendo implantada, os pontinhos marcham, dois a dois, para o esquecimento, tenho pouco tempo para me reabilitar. Mas como?

Quase todas as matérias que li sobre o fim do trema citavam que ele só continuará sendo usado em nomes estrangeiros como Müller e Anaïs. Müller e Anaïs! Uma história para Müller e Anaïs, rápido.

Uma história com seqüência, conseqüência, eloqüência…

Talvez uma história policial: a dupla Müller e Anaïs atrás de delinqüentes.

Ou uma história de excessos eqüestres levando ao uso freqüente de ungüentos.

Ou uma simples cena doméstica. Müller e Anaïs na cozinha do seu apartamento, eqüidistantes de um pingüim em cima da geladeira. Müller acaba de chegar da rua.

— Anaïs, esse pingüim…

— Quêqui tem?

— Eu não agüento esse pingüim, Anaïs.

— Ele está aí há cinqüenta anos e só agora você nota?

— Cinqüenta anos, Anaïs?

— Está bem, cinco. Um qüinqüênio.

— Um qüinqüênio?

— Um qüinqüênio. E vai ficar aí outro qüinqüênio.

– Não se usa mais pingüim em geladeira, Anaïs. É uma coisa do passado. Como a crase.

— Pois eu gosto e está acabado. Trouxe a lingüiça?

14/07/2009

A dor latejante do verbo trazer

Temo muito a irmã Selma que vive dentro de mim. Eu penso numa coisa e ela acontece.

Tava aqui lamentando que há muito tempo não tenho maus exemplos de textos de assessorias de imprensa. E não é que acaba de me aparecer um? Este aqui fala sobre um cabeleireiro que foi a Nova Iorque em busca de tendências. Acompanhem:

Cabeleireiro Tal trás [Cristorreimesalvaaa!!!! A ameba mistura o verbo trazer com o advérbio atrás!!!!! Dona ortografia acaba por levar uns safanões por tabela, coitada!] tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York [Bom, eu prefiro grafar essa cidade como Nova Iorque, mas o Manual do Estadão diz que a cidade dos EUA é grafada como Nova York, enquanto a cidade homônima localizada no Maranhão é que recebe a grafia Nova Iorque. Argumento risível, mas fazer o quê?].

(…)

Os cortes podem ser de todos os tamanhos [dois pontos aqui] curto, médio, longo, desfiado [aqui faltou uma vírgula] leve, ondulado, o importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento e [em vez de um e aqui, o melhor seria um ponto. Mas nada grave aqui] o mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em sua [shampoos e condicionadores têm proteção solar em suas fórmulas fórmula e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.

As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles super bronzeada [olha, aqui eu até consideraria distraçãozinha, errinho de dedo etc. Mas esse texto tá tão nas coxas que a sensação é de que o erro foi doloso, não culposo!] , com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays, pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados, [aqui não tem negociação. É ponto e pronto!] este ano a tendência será menos contraste [a tendência será menos contraste? Masquefrasezinhadebostaaa!] , na boca os destaques ficam com os batons rosa claro e cor de boca.

Para finalizar as dicas de esmalte mais solicitados serão rosa e toda a variedade de Pink Neon ao Rosa bebê [aqui vale o conjunto da obra, né? Primeiro, a falta da vírgula depois do finalizar; depois, o esmalte mais solicitados, e para fechar com chave de papelão, a falta de vírgula total] .

O que mais doi nesse texto A dor que começa a latejar no texto é a amebice com relação ao verbo trazer. A raiz dele é traz-. Ora, o faz parte da raiz do verbo, por mais irregular que ele seja (e essa praga de irregularidade é epidêmica em seu irmão espanhol traer). Nas conjugações de trazer, o é substituído por xisou érre.

Por falar em conjugações do verbo trazer, você já respondeu à enquete sobre a primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo trazer? Ah, por favor, me ajude!!! (/ironia). Mas, enfim, no presente do indicativo, temos as conjugações eu trago, tu trazes, ele traz.

A palavra trás é preposição ou advérbio. Segundo o Aurélio (Tio Antônio, tamo juntoooo!!! Tô com saudadesss! Mande notícias! Beijo, me liga!):

Trás
Prep. e adv. 1. Atrás, Detrás.  2. em seguida, após.

Enfim, ‘bora reescrever a bagaça:

Cabeleireiro Tal traz as tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York [Ah, deixa com Y e K, mesmo! Essas letras voltaram com tudo no alfabeto, são tendência na nova coleção ortográfica Nossa Língua Portuguesa...]

(…)

Os cortes podem ser de todos os tamanhos-dois pontos: curto, médio, longo, levemente desfiado [obrigada, Rafaela! Mas vamos combinar que "desfiado leve", como dizem as amebas-pelo-cortantes,  não pode, né? Levemente desfiado fica beeem melhor!], ondulado-ponto. O importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento-ponto. O mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em suas fórmulas e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.
As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles superbronzeadas (e sem espaços), com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays e pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados-ponto. Este ano-vírgula, a tendência será de cores com menos contraste-ponto. Na boca-vírgula, os destaques ficam com os batons rosa-claro e cor de boca.
Para finalizar-vírgula, os esmaltes mais solicitados serão toda a variedade de tons de rosa, desde o Pink Neon até o Rosa bebê.

Atualização do dia 15/7 às 18:20:

Mais um comentário pertinente. Desta vez foi a Rafela quem fez a observação. E só por causa dessa observação, vou alterar o texto em azul, aí em cima.
Eu imagino que a ameba queria realmente dizer “desfiado leve”. É uma expressão comumente usada nos salões que freqüento ou já freqüentei (desculpe-me pelo trema, mas para mim é muito doloroso abandoná-lo… Aos poucos, eu consigo). Refere-se ao desfiado só nas pontas, não deixando as camadas repicadas muito visíveis.
Rafaela, não se lamente pelo trema. Eu também acho ele fofo demais pra ser abandonado e desprezado assim, de uma hora pra outra. e, como meu sobrenome não é Müller, tenho que me valer de freqüências e ungüentos, por exemplo… Obrigada pela observação, e volte sempre!

RW trás tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York
Para finalizar as dicas de esmalte mais solicitados serão rosa e toda a variedade de Pink Neon ao Rosa bebê das marcas Dior e Chanel.
(…)
Os cortes podem ser de todos os tamanhos curto, médio, longo, desfiado leve, ondulado, o importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento e o mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em sua fórmula e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.
As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles super bronzeada, com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays, pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados, este ano a tendência será menos contraste, na boca os destaques ficam com os batons rosa claro e cor de boca.

Ah, moleque!

Crases traquinas

Crases traquinas

A dica foi da Lele num pio Twitter afora. A foto acima traz o detalhe (detalhezinho bobo, fútil, sabe?) de um anúncio de página inteira dos chocolates Garoto, publicado na revista Veja desta semana. J-A-M-A-I-S que eu iria comprar revista Veja, ainda mais pra mostrar anúncio mal-redigido. Aproveitei que tinha um exemplar no consultório hoje  e tirei a foto.

OK, tia Maricota ensinou láááááááá no segundo grau: para saber se o a leva o famigerado acento grave (`), temos que conferir duas coisas:

1- Depois do a tem palavra feminina? OK e OK, respectivamente.

2- Se a palavra feminina em questão for substituída por uma palavra masculina, o a que vem antes dela vira ao? Bom, pra conferir vamos substituir paixão e razão por carvão e tropeção, só pra rimar:

Para os corações movidos a carvão: um delicioso chocolate.

Para os corações movidos a tropeção: um poderoso oxidante.

É, não deu. O a continuou intacto, sem chamar um mísero artiguinho o prum chopinho básico. Então, AS DUAS CRASES ESTÃO ERRADAS, CÁSPITAAAAAAAAAAAAAA!!!!!

Se o chocolate em questão faz bem ao coração, como afirma o anúncio, o texto que o introduz faz mal ao fígado e à Língua Portuguesa.

E ainda tem piada pronta: o nome do chocolate em questão é… TALENTO!!! Justamente o que faltou para a elaboração do anúncio (que, só de veiculação, custou mais de 200 merréis, como a Nádia informa aí nos comentários…)

Mas quem redigiu a tetéia (com acento) daí de cima? Ah, uma agenciazinha pequetitita de nada, uma tal de… W !!!!!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!

Me preocupo demais com as amebas, viu? Nunca antes na história deste país (/Lizinacio) as amebas se proliferaram tanto e com tanta desenvoltura por terrenos outrora exclusivos dos ectoplasmas suínos…

Atualização das 12:30 – Vou copiar e responder aqui o comentário do Diego, porque a observação dele foi bem pertinente:

Pesquisei o uso de crase e encontrei isso:
Usa-se o acento grave sobre o “a” quando ele equivale a: “para a” , “na” , “pela” , “com a”…
No caso, o “a” não estaria no lugar do “pela”? Veja:
Para os corações movidos “pela” paixão: um delicioso chocolate.
Para os corações movidos “pela” razão: um poderoso antioxidante.

Diego, no caso a preposição a pode ser substituída apenas por outras preposições: ou com ou por, sem que qualquer artigo se intrometa. Movidos por paixão / movidos com emoção.

E explico o porquê:

As frases do anúncio dão a entender que os corações são movidos por paixões ou razões genéricas, sem maiores explicitações, assim como um carro é movido a gasolina ou a álcool. A adição de um artigo, no caso, pediria um complemento: movidos pela paixão DE VIVER, por exemplo. Nesse caso, a preposição a já não seria a mais indicada para complementar o verbo mover, e precisaria ser substituída pela combinação da preposição por + artigo (pelo, pela, pelos, pelas).

Essa é a nossa Língua Portuguesa: repleta de firulas que fazem uma diferença danada. E que o autor da peça daí de cima deveria saber, posto que lida diariamente com isso!

Obrigada pela sua observação. Espero que minha explicação tenha ficado bem clara. E volte sempre! :)

13/07/2009

A transubstanciação virtual do foco

O espaço do foco, o tempo do prazo e o milagre da transubstanciação

O espaço do foco, o tempo do prazo e o milagre da transubstanciação

Pronto! Típica amebíase de segunda(-feira)! Depois ninguém entende por que eu surto e fico de mau humor às segundas!!

Olha só o que a Folha de SPaulo, a mosca da sopa dos brasileiros, aprontou. A prova tá aqui. Foi entrevistar um gringo, e o repórti (ô, raça!) traduziu o focus do inglês do professor da LSE para esta coooooooooooooisa daí de cima!

Foco de curto prazo!!!! GAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

O foco, aquele fenômeno óptico, que originalmente envolvia área, região, superfície (o foco da lente está na mamãe e na árvore atrás dela), foi transubstanciado para uma definição temporal!

Pra quem não entendeu, a explicação de primo Michaelis:

transubstanciação
tran.subs.tan.ci.a.ção
sf (transubstanciar+ção) 1 Conversão de uma substância noutra. 2 Teol catól rom Transformação da substância do pão e do vinho, durante a consagração da missa, na substância do corpo e sangue de Jesus Cristo

transubstanciação
tran.subs.tan.ci.a.ção
sf (transubstanciar+ção) 1 Conversão de uma substância noutra. 2 Teol catól rom Transformação da substância do pão e do vinho, durante a consagração da missa, na substância do corpo e sangue de Jesus Cristo

Ô, saco!!! O foco pode estar num trecho pequeno, numa área restrita, num cantinho da tela, mas não NUM CURTO PRAZO, CÁSPITAAAAAAAA!!!!!

Folha, que tal dizer que o Bolsa Famíla dá destaque, dá atenção, ou mesmo que o Bolsa Família demora-se com a distribuição de dinheiro a curto prazo?!?!?!?! Não tem mais a ver, não?

Pô, vocês sabem fazer direito! A prova está aí em cima, mesmo! Trocaram foco por alvo! Custa mirar direito até o fim do texto, custa?!?!!?

E anotem: o Daniel Penasio me deve um antiácido por ter me enviado esta teteia! (Obrigada pela teteia, Daniel. Tô esperando o antiácido!)

Abstinência

Arquivado em: Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 14:59

Gente, vou ficar sem tio Antônio (/Houaiss) até dia 25… é quando o marido vai comprar o CD-ROM com o meu dicionário preferido…

Será que eu sobrevivo até lá?!?!?! Primo Michaelis me ajuda nesse meio tempo?

12/07/2009

E não se iludam…

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos, Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 18:45
Primo Michaelis também é honesto, viu?

Primo Michaelis também é honesto, viu?

Custe o que custar, este caldeirão aqui irá assegurar, sempre, a integridade e a credibilidade de todos os dicionários.

Quem for assinante UOL pode conferir aqui. Quem não for, confere na figura acima.

No dicionário Michaelis, não existe a palavra reciprocitar.

Portanto, o ectoplasma suíno (/espírito de porco) que tentou falsificar a página do Michaelis vai se ver é com dona reciprocação – aquela que enche o Chuck Norris de sopapos…

Objetivando reciprocitar

Perdão, eu não entendi direito. Dá pra repetir?

Perdão, eu não entendi direito. Dá pra repetir?

Essa veio da Twitess. Que, pra mim, é mais ou menos como o caviar do Zeca Pagodinho: nunca vi nem ouvi, eu só ouço falar (tá, mudei o segundo verbo para não dar margem a interpretações dúbias). Não sei quem é, mas pelo nível do texto posso inferir que o dicionário não é o melhor amigo da tchutchuca, né?

Tenho medo de conjugar o verbo reciprocitar. E tenho medo de pensar no substantivo relativo a ele. Porque a reciprocidade é moça honesta, de família, não tem nada a ver com essas aberrações, não! A reciprocidade vai à missa todos os domingos, não fica reciprocitando impunemente Twitter afora. Tão pensando o quê?

A Twitess  que fique atenta, porque se a reciprocidade se ofende com alguém, envia uma prima sua para tomar satisfações, que atende pela singela alcunha de reciprocação. O soco da reciprocação doi na alma, até o Chuck Norris teme a reciprocação.

Se a Twitess tivesse conversado com padrinho Aurélio (tô órfã de Tio Antônio que, desgostoso com tanta amebice, abandonou seu puxadinho virtual no UOL. Tenho que adquirir um CD-ROM do tio Antônio o mais rápido possível. Enquanto isso não acontece, deixa eu abrir as vetustas páginas impressas do Aurélio, que já quebram um galho danado!), ela teria descoberto que ela poderia ter reciprocado - por mais feio que soe reciprocar. De acordo com o padrinho, reciprocar é:

V. t. d. 1. Tornar recíproco; dar e receber em troca; trocar, mutuar.
2. Compensar, substituir.
T. d. e i. 3. Mutuar, trocar.
P. 4. Estar em correlação, corresponder-se
5. suceder alternadamente, alternar[-se]
[Conjug.: v. trancar.]

Isso, é claro, se estiver correta a minha premissa de que o que a Twitess quis dizer foi o que eu acabei de listar.

Ah, se eles erram as teclas…

Arquivado em: Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 17:43

Dica da Lele do TDUD?. Manchete da Folha Ilustrada de hoje, disponível neste link aqui:

Casa do teatro alternativo, praça Roosevelt vira ponto de encontro de botequeiros

Já pensou se eles erram na digitação de botequeiros, e trocam o q e o t de lugar?

Tem cabra que se amarra em viver perigosamente, né não? Pior é se o queridoleitor resolve ler o título apressadamente… coitado! Se for cardíaco, tem um troço na hora!

Amebíases dominicais

Arquivado em: Não-classificado — Madrasta do texto ruim @ 17:30

Eu procuro não usar o caldeirão nos fins de semana. Mas tem vezes que isso é simplesmente impossível! Hoje, pro exemplo, as amebices pululam nos mais diversos cantos do mundo: é no twitter, é no jornalismo impresso… uma coisa! Vamos conferir nos próximos posts, portanto…

11/07/2009

De tautologias e pleonasmos

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos, Conjunto da obra, Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 2:18

Esse vídeo faz parte da comédia Nóis na Fita, com Leandro Hassum e Marcius Melhem. Miacabeeeeeei de rir aqui!

Para que fique bem claro que amebas que falam em novo lançamento, elo de ligação ou encarar de frente são risíveis e irritantes.

(E tente não reparar na orelha horizontal do Marcius Melhem. :D )

10/07/2009

Mas de novo?!?!?!

Arquivado em: Assaltaram a gramática, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 19:29
Preconceito contra o acento grave! Só pode ser!

Preconceito contra o acento grave! Só pode ser!

Olha, já que o Luciano Huck promete mundos e fundos a quem o seguir no Twitter, que tal prometer um “Manual Básico de Crase” ao marido de Angélica Taxista, pra ver se ele aprende a escrever direito?

Porque se a gente substituir a frase tetéia (com acento) daí de cima pela frase Engraçado ver a ficção misturada AO mundo real, esse AO é uma combinação, mistura de artigo com preposição. Portanto, o a daí de cima é craseado!

Então, oh, Luciano SoleNtrando, o que você tem contra o  acento grave, hein?

(Valeu pela dica, Edu!)

Língua Portuguesa erra o Caminho das Índias

Arquivado em: Assaltaram a gramática, Ectoplasma suíno, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 18:42

Daí o Edu Ferrari me copiou este link, “de bandeja”, depois que a @rosana piou ele pra tuitosfera. Fui botar reparo.

Acompanhem comigo. Eu não levava muita fé no dito, até que…

“Caminho das Índias”: Ao [por quê maiúscula nesse Ao? A frase já começou lá no "Caminho"... Mas e daí? Um shiftzinho apertado sem querer? Quem vai crucificar alguém por causa disso? justo eu, que aperto o shift e as maiúsculas não aparecem (como agora), e eu deixo prá lá?  Eu quero é saaangue! :o ) ] descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha

As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) já tem [ela tem / elas têm. E esse acento não caiu com a reforma ortográfica. Mas isso não é lá motivo pra se abespinhar tanto, né? um errinho de dedo, só e nada mais. Perdoável.] data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias” [as consequências têm data marcada para acontecerem? Hummm... ficou feio, né? E eu tenho cá comigo que esse acontecerem é infinitivo não declinável, mas nunca fui muito boa em declinação de infinitivos. Ah, eu reescreveria a bagaça até ficar mais bonitinho. Mas não vou me abespinhar. Oh, Edu, quando é que os erros crassos vão começar a aparecer?] . Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).

A desconfiança de Abel quanto a fidelidade [Opa! Faltou a crase aqui! E falta de crase é pior que falta de classe :o ) ! Se a desconfiança de Abel fosse quanto AO amor, esse amor já ganhou um artigo e uma preposição. Portanto, se a desconfiança é quanto à fidelidade, essa fidelidade quer mais é ganhar uma crase! Mas ainda tá faltando alguma coisa pra justificar este texto aqui no caldeirão... o que poderá ser?] de Norminha vão começar [ACHOOOOOOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUUUU!!!! A desconfiança vão começar? Socorrrrrooooo!!!!] quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado [Ah, que legal! Eu fico tão feliz quando isso acontece! A desconfiança começa e ele fica... desconfiado!!! Que tuuuudoooo!!!] , o guarda municipal procura Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências [pois eu recomendo ao guarda municipal não acreditar nesta redação de bosta. Ficadica.].

O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra, [e essa vírgula aqui tá mais pra dispensável] aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça (…)

‘Bora reescrever a bagaça:

“Caminho das Índias”: Ao descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha
As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) já tem data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias”. Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).
A desconfiança de Abel quanto a fidelidade de Norminha vão começar quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado, o guarda municipal procura Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências.
O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra, aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça, segundo informou o jornal O Dia desta quinta-feira (9).
“Caminho das Índias” é exibida de segunda a sábado, às 21h.

“Caminho das Índias”: ao descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha

As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) vão começar a acontecer têm data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias”. Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).

A desconfiança de Abel quanto à fidelidade de Norminha vai surgir começar [pra não repetir a mesma locução. Não há essa necessidade.] quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado, O guarda municipal resolve procurar Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências.

O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra-sem vírgula, aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça (…)

Saaaaaaaangueeeeeeeeee… eu quero é saaaaaaaaaanngueeee!!!! (Consegui! Valeu, Edu! :) )

Extra! Extra!

Arquivado em: Assassinaram a lógica, Ectoplasma suíno, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 16:05

Morreu aqui no Brasil a primeira vítima da gripe suína. O que isso tem a ver com este caldeirão? Hummm…. serve a declaração do médico aos repórteres?

A morte ocorreu no dia 30 de junho do mês passado.

Geeeente! Tô bege!!! Dia 30 de junho do mês passado foi exatamente… mês passado!

Num tem quem diga, né?

CADÊ TIO ANTÔNIOOOOOOOO?!?!?!?!

Arquivado em: Não-classificado, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 14:54

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!

TÔ BEGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!

O UOL não tem mais link pro Houaiss!!!!!!!!!!

BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ :’(

Três em um

Arquivado em: Assaltaram a gramática, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 11:53
O que o UOL tem contra o plural?

O que o UOL tem contra o plural?

Né por nada, não, mas o UOL tá cansando meu caldeirão… Reincidência em menos de 12 horas é caso de polícia!

Agora, eles juntaram três tipos de câncer num só e transformaram o plural obrigatório em singular!

Amebas uolantes, repitam com dona Bruxa:

Cânceres de ovário, mama e próstata são os mais mortíferos para negros.

E que Nossa Senhora da Concordância Nominal ilumine o dia de vocês!

Bird extrai 10 tumores e empresta dinheiro para água e estradas de São Paulo – hein?

Arquivado em: Assassinaram a lógica, Conjunto da obra, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 0:59
Melangê de jenessequá define

Melangê de jenessequá define

Definitivamente, pra que eu insisto em dar um’olhadinha nas páginas iniciais dos portais antes de desligar o computador e ir dormir? Sou obrigada a postar mais uma vez! Olha só a teteia daí de cima!

Tudo bem que isso é muito mais erro de edição do que de português – mas que a lógica foi vítima de homicídio duplamente qualificado, ah, isso foi.

Primeiro porque jornalista brasileiro (ô, raça!) insiste que Bird e Banco Mundial são uma coisa só. Não são. O Banco Mundial é uma instituição ligada às Nações Unidas (ONU) que, como explica a página que acabo de lincar, é composta por duas instituições independentes, o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird, ou IBRD na sigla em inglês), e a Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID, ou IDA em inglês).

Mas jornalista brasileiro não tá nem aí pra essa sutileza. Pegou fogo o prédio do Banco Mundial (a instituiçãozona) em Nova Iorque? Foi o do Bird! A AID emprestou dinheiro pra África? Não, foi o Bird! O presidente do Banco Mundial falou bem do Brasil? Não, foi o do Bird! O presidente do Banco Mundial falou mal da Argentina? Não, foi o do Bird! Papagaio! (bird – passarinho – papagaio – ave – entendeu? Ah, ao menos um trocadilho idiota esse erro tem que render! Dá um desconto, vai…)

Daí que eu vi a palavra Bird na home do UOL e pus reparo pra entender do que se tratava, justamente pra implicar (tô com sono e com azia, tem que sobrar pra alguém! Dê graças a Deus que não sobrou pra você!). Aí, eu leio o chapéu, aquele textinho em azul que dá um… ah, é uma da manhã, não me pergunte pra que serve um chapéu num texto jornalístico! Já foi o bastante lembrar que esse troço se chama chapéu! Sei que ele obrigatoriamente ter a ver com a notícia e pronto!

Mas o chapéu daí de cima não tem nada a ver com o Bird, muito menos com o Banco Mundial, não (já por São Paulo eu não ponho minha mão no fogo, e não-me-com-pro-me-ta).

No mínimo, a notícia que estava nesse lugar aí mencionava a operação do vice-presidente José Alencar (ai, que Deus abençoe e proteja aquele homem!), e eles esqueceram de trocar de chapéu.

A bosta já foi corrigida. Saiu Retirada de dez tumores e entrou Projetos.

Mas mais uma vez, os deuses do print screen estão do meu lado. Olha a prova da bosta aí em cima!

E agora eu vou dormir! Boa noite procê também! Se você quiser saber o que é um melangê de jenessequá, clicaqui.

09/07/2009

Uma letrinha só…

umaletrinha… e olha a diferença na informação!

Enviado pelo falso Professor Pasquale, via Twitter.

Michael Jackson e o tráfico do Estadão

Arquivado em: Hortografia pobremática — Madrasta do texto ruim @ 12:46
Trânsito de carros ou de produtos ilícitos?

Trânsito de carros ou de produtos ilícitos?

Agora me digam: prá quê eu fui ligar o computador hoje? Tenho um armário pra arrumar, minha secretária para assuntos de asseio doméstico (/faxineira) está chegando e eu ainda não comecei nada!

Daí, eu resolvo ver qual é a tal da capa do Estadão de hoje que vai fazer o Sarney definitivamente arder nos fogos dos infernos, e me deparo com esta coisa aí de cima. Já foi consertada, mas os deuses do print-screen me protegem.
Coitado do Michael Jackson! Depois de morto, ainda é acusado de tráfico pelo Estadão!!!! Mas isso só ocorre na home do Estadão; no link para a matéria, o texto está correto:
Memorial de Jackson custou US$ 1,4 milhãoGastos foram destinados à segurança, controle de tráfego e outros serviços da cerimôniaAssociated Press Tamanho do texto? A A A ALOS ANGELES – A cidade de Los Angeles disse que gastou oficialmente US$ 1,4 milhão em segurança, controle de tráfego e outros serviços em torno do evento do memorial de Michael Jackson.
Memorial de Jackson custou US$ 1,4 milhão
Gastos foram destinados à segurança, controle de tráfego e outros serviços da cerimônia
LOS ANGELES – A cidade de Los Angeles disse que gastou oficialmente US$ 1,4 milhão em segurança, controle de tráfego e outros serviços em torno do evento do memorial de Michael Jackson. (…)
Isso ocorre porque a Língua Portuguesa dispõe de duas palavras (tráfego e tráfico), que definem situações bem diferentes, que significam o que, em inglês (/língua bárbara) só é definido com uma palavra: traffic.
Menos mal que o Estadão já corrigiu o erro. Mas que errou, errou!
(P.S.: eu daria tudo pra saber o que se passou pela cabeça do Obama pra ele fazer aquela cara…)

Daí, eu resolvo ver qual é a tal da capa do Estadão de hoje que vai fazer o Sarney definitivamente arder nos fogos dos infernos, e me deparo com esta coisa aí de cima. Já foi consertada, mas os deuses do print-screen me protegem.

Coitado do Michael Jackson! Depois de morto, ainda é acusado de tráfico pelo Estadão!!!! Mas isso só ocorre na home do Estadão; no link para a matéria, o texto está correto:

Memorial de Jackson custou US$ 1,4 milhão

Gastos foram destinados à segurança, controle de tráfego e outros serviços da cerimônia

LOS ANGELES – A cidade de Los Angeles disse que gastou oficialmente US$ 1,4 milhão em segurança, controle de tráfego e outros serviços em torno do evento do memorial de Michael Jackson. (…)


Tudo porque a Língua Portuguesa dispõe de duas palavras (tráfego e tráfico) que definem situações bem diferentes. Mas em inglês (/língua bárbara), essas duas situações são definidas igualmente com uma única palavra: traffic.

Menos mal que o Estadão já corrigiu o erro. Mas que errou, errou!

(P.S.: Eu daria tudo pra saber o que se passou pela cabeça do Obama pra ele fazer aquela cara…)

08/07/2009

Da série “desenha que eu não entendi”

Mais uma dica da Rosana Hermann.  Ela passou este link aqui. Daí, você clica e vê uma notícia um texto aê dizendo que Lizinacio (miacaaaabo com Lizinacio! As frases dele deixam qualquer intelectual no chinelo – gasto! ;) ) ajuda o Corinthians. ”Ã-rrã”, penso eu com meus neurônios, “e o Quico?” Aí, aparece esse parágrafo aqui:

Não é a primeira pessoa que afirma esta colaboração do governo Lula com a direção corinthiana. (…) Membros da oposição - também ligados ao PT - confirmam estas articulações.

Gente, o que foi que eu perdi?!?!?! O que esqueceram de me avisar? Quem é governo e quem é oposição, pelamor?

Ou será que a ameba quis dizer que os tais

Membros da oposição - com trânsito dentro do PT - confirmam estas articulações ?!?!!?

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

Uma coisa é manipular informação, outra coisa é não saber como dar uma informação!!! Aaaaaiiiii, não confundeeeee!!

São quase dez da noite, meus neurônios também gastam!!!

Frase do dia

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos, Conjunto da obra, Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 15:15

Ao comentar um pio do falso professor Pasquale, em que o catedrático explica que o correto é dizer  Fulano corre risco de morte (e não risco de vida), o André Moreno foi perfeito em sua observação, que será nossa frase do dia:

Os únicos riscos de vida que eu conheço são camisinha furada e pílula de farinha.

Exemplo clássico de folhice crônica ou o estranho dia em que a Folha resolveu aconselhar os anões

Arquivado em: Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 14:00
Sarcasmo ou óbvio ululante?

Sarcasmo ou óbvio ululante?

Achei! Conforme prometido no último post, eis o ME-LHOR exemplo de folhice crônica de que me lembro. Está disponível neste endereço aqui. Infelizmente, só para assinantes UOL. Caso sejam necessárias mais referências à matéria, ei-las:

Editoria: MAIS Página: 6-10
Edição: Nacional OCT 23, 1994
Observações: SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: GENÉTICA ; NANISMO

Editoria: MAIS Página: 6-10
Edição: Nacional OCT 23, 1994
Observações: SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: GENÉTICA ; NANISMO

Nunca vou me esquecer desse domingo. Eu assinava a Folha. Estava a folhear meu jornal, após o almoço, e encontrei no caderno Mais! uma reportagem interessante sobre nanismo e acondroplasia. A matéria era de fato legal, contava os problemas cotidianos dos indivíduos que sofrem com essas doenças genéticas cuja característica principal é a baixa estatura (tudo pra não usar a palavra anão).

Ao lado da reportagem, um infográfico:  Saiba Mais. Ora, estava interessada em saber as diferenças entre as duas doenças. Comecei a ler. E cheguei na frase que está destacada aí em cima. Estava distraída com o texto, mas dei um pulo da cadeira quando me deparei com a frase em questão.

Sabe quando você dá uma parada, pisca o olho e volta pra reler o que tava escrito? Eu fiz isso. Não acreditei de novo no que havia lido. Pedi ajuda pro meu pai e pra minha mãe, que, às gargalhadas, me confirmaram o que eu havia acabado de ler. Então, eu só pude concluir que a Folha descobriu o ponto em comum entre o óbvio ululante e o sarcasmo.

Folhices metonímicas

Tá lá embaixo do Silvio, repara só. Metonímia define.

Tá lá embaixo do Silvio, repara só. Metonímia define.

Folhice. Era com essa expressão que um professor que eu tive na faculdade se referia aos tropeções da Folha de SPaulo. Esse não é dos melhores exemplos de folhices. Assim que eu encontrar a matéria antológica do caderno Mais! sobre as diferenças entre nanismo e acondroplasia, eu jogo aqui.

Mas essa tchutchuca foi detectada pela Garota sem fio, e repetida pela Rosana Hermann, lá no Twitter. Tá lá na home da Folha. Cantinho esquerdo, bem embaixo do Silvio.

Se não me engano, isso é um caso de Metonímia. Segundo a Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, de José de Nicola e Ulisses Infante, metonímia é uma figura de palavra:

A figura de palavra consiste na substituição de uma palavra por outra, isto é, no exemplo figurado, simbólico, de uma palavra por outra, quer por uma relação muito próxima (contiguidade), quer por uma associação, uma comparação, uma similaridade. (…)

Exemplos cássicos de metonímia (bem aplicada) é chamar dicionário de auréliolâmina de barbear de giletecafé instantâneo de nescafé etc, etc, etc…

Mas o que temos aqui é um exemplo de metonímia mal aplicada. Google lança seu próprio windows. Melita lança novo Nescafé. Bic lança nova Gillete. Aliás, é o tipo de coisa que uma empresa a-do-ra ver estampada nos jornais, ainda mais se for multinacional. Já pensaram? Pepsi lança nova Coca-cola.

Como diria o famoso apresentador de televisão brasileiro que se avizinha da manchete-tchutchuca na foto acima: “MA-OEEEEEEEEEEE!! QUE MANCADA, HEIN, FOLHA! HA-HA-HAEEEEEEE (HI-HI!)”

Máximas e Mínimas do Barão de Itararé

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 12:25

Alguns exemplos das Máximas e Mínimas do Barão de Itararé, frases de rodapé que era publicadas em seu jornal, A Manha (bisavô da turma do Casseta) e, mais tarde, no AlMANHAque, o almanaque d’A Manha:

  • A solidez de um negócio se mede pelo seu lucro líquido.
  • De onde menos se espera, daí é que não sai nada, mesmo.
  • Dize-me com quem andas, e dir-te-ei se vou contigo.
  • Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar nossas dívidas com o tempo.
  • Peço desculpas pelo meu inglês, porque faz muito tempo que eu nunca fui à Inglaterra.
  • O fígado faz muito mal à bebida.
  • A conversa prejudica o trabalho. Deixe, portanto, de trabalhar sempre que quiser conversar.
  • O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.
  • Se você tem uma dívida, não se preocupe, pois preocupações não pagam dívidas. Nesse caso, é melhor deixar que o credor se preocupe por você.
  • Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.
  • Banco é uma instituição que empresta dinheiro pra gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa do dinheiro.
  • Em toda parte do mundo, há homens ateus e mulheres à toa.
  • O mal do governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta.
  • O burro é um cavalo com ideias próprias e convicções inabaláveis.

O Barão de Itararé

Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 12:14

Tava aqui à cata da minha caixa de disquete, que deve estar enfurnada nalgum canto do porão. Deixa prá lá. Os dragões que vivem no meu porão já devem ter devorado meus disquetes (sabe o que é disquete, não? Titia bruxa mostra: clicaqui).

Enfim, na supracitada caixinha havia um disquete jurássico com um trabalho dinossáurico que eu fiz pra faculdade, sobre o Barão de Itararé, alter ego do humorista e jornalista Aparício Torelly. Cabra bom, esse, viu? Pra explicar quem ele era, cito um trecho do livro As duas vidas de Aparício Torelly, o Barão de Itararé, de Cláudio Figueiredo (Ed. Vozes):

Seu humor não poupou nenhuma figura ou instituição daqueles anos [décadas de 1920/1930]. Os políticos, militares, os grandes jornais, a alta sociedade, os circunspectos literatos da academia e até mesmo o Vaticano – ninguém escapou ileso da sua irreverência. Um inconformista por natureza, ele se apressou a derrubar a cartola daquele Brasil de fraque, descompondo para sempre sua imagem falsamente solene. (…) a figura do Barão de Itararé chegou aos nossos dias quase como um símbolo do talento brasileiro para resistir à prepotência através do bom humor e da ironia.

Mas por que eu estou falando disso tudo? Simplesmente porque o Barão foi um dos maiores trocadilhistas e frasistas que a Língua Portuguesa já teve. E trocadilho é um dos mais mortais venenos de que se tem notícia: você tem que pôr pra fora assim que ele chega à sua cabeça, caso contrário você pode morrer envenenado. Palavra de bruxa. Quer um exemplo da capacidade do senhor Torelly?

De acordo com o livro de Cláudio Figueiredo, ainda na escola ele teve aulas de português com o professor Oswaldo Vergara. Que, certa feita, solicitou à classe um exemplo de verbo no mais-que-perfeito. Aparício não teve dúvidas e levantou o dedo, para dar um exemplo: O burro vergara ao peso da carga. Entenderam o que é trocadilho com classe e provocação? Que que o professor ia fazer diante de uma dessas? só afirmar: “Sim, ele foi desaforado, mas revelou ter o mais importante: conhecimento”.

Eu poderia me delongar e contar mais causos de Aparício Torelly. Mas vamos deixá-los para posts vindouros. Como o que vou postar a seguir.

    Da série “quem foca é lente”

    Quem foca é lente, bosta!

    Quem foca é lente, bosta!

    Esse troço daí de cima tá na home do UOL.

    Quem frequenta este caldeirão sabe muito bem o quanto o verbo focar usado no sentido de destacar me irrita.

    Mas o caso daí de cima é a prova final de que focar é uma gambiarra dos diabos (e de suas fiéis asseclas, as amebas) na Língua Portuguesa.

    Afinal de contas, o cabra vai focar no cliente ou focar o brasileirão? O verbo é transitivo direto ou indireto?!?!?!

    Nessas horas, respiro fundo e falo com tio Antônio (/Houaiss). Tio Antônio é sábio, e muito mais paciente e sutil do que esta bruxa que vos fala. Confiram o que ele define como verbo focar:

    Focar
    Datação
    1899 cf. CF1

    Acepções
    ■ verbo
    transitivo direto
    m.q. focalizar

    Etimologia
    foco + -ar; ver fog-

    Sinônimos
    ver sinonímia de salientar

    Homônimos
    foca(3ªp.s.), focas(2ªp.s.)/ foca(s.f.s.2g.) e pl.; foco(1ªp.s.)/ foco(s.m.)

    Gramática
    a respeito da conj. deste verbo, ver -ocar

    Eu sou menos sutil, sabe? Digo logo: Porra, ameba, fala salientar e não enche o saco! Mas reparem que tio Antônio recomenda que, já que focar é inevitável, que o seja sem preposição.

    Mas eu não perco o hábito: QUEM FOCA É LENTE, BOSTA!

    07/07/2009

    Mulher mesbla

    Arquivado em: Ectoplasma suíno, Hortografia pobremática, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 15:15

    Outro dia lí num jornal (acho que foi no O Globo) que um porteiro apresentou um apartamento pequeno para alugar, dizendo que as moças que alí moraram eram mesblas.

    Ótimo nome para a homosexualidade feminina.

    Mais uma de papai… os neurônios dele estão funcionando direitinho, né?

    Outro dia li num jornal que um porteiro apresentou um apartamento pequeno para alugar, dizendo que as moças que ali moraram eram mesblas.

    Ótimo nome para a homossexualidade feminina…

    Câncer com metáfora

    Arquivado em: Ectoplasma suíno, Hortografia pobremática, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 15:12
    Estava agora lendo o Objetivando e ao ler a nota sobre os graus centímetros que estão tratando pacientes de câncer, veio a lembrança de um amigo que ao saber que a doença de um conhecido havia se espalhado por todo o corpo disse :- Então ele teve metáfora.
    Tadinho ele mesmo mesmo teve um câncer, deu metáfora e morreu.
    Outro dia lí num jornal (acho que foi no O Globo) que um porteiro apresentou um apartamento pequeno para alugar, dizendo que as moças que alí moraram eram mesblas.
    Ótimo nome para a homosexualidade feminina.

    Papai lembra-se de vários causos divertidos quando lê este caldeirão aqui. Deixemos que ele nos conte uma dessas lembranças:

    Ao ler a nota sobre os graus centímetros que estão tratando pacientes de câncer, veio a lembrança de um amigo que, ao saber que a doença de um conhecido havia se espalhado por todo o corpo disse :

    - Então ele teve metáfora.

    Tadinho, ele mesmo teve um câncer, deu metáfora e ele morreu.

    [suspiro]… câncer com metáfora deve ser pior do que câncer com metástase, né?

    Móveis de qualidade, português meia boca

    Arquivado em: Hortografia pobremática — Madrasta do texto ruim @ 14:36

    … mas esta foto aqui não é resultado de falta de estudo, não. Foi o que eu falei no post abaixo: isso aqui é obra de ameba, que pôde estudar e estudou, e ainda assim faz bosta.

    IMG_0669 cópia

    Os móveis cabe tudo no bolso, é?

    Além da concordância nominal inexistente, o estabelecimento comercial acima se apresenta no cartazão como loja de casa de bonecas.

    Só assim para os móveis caberem no bolso, né?

    Pra quem quer saber: a lodjeenha fica em Santos (SP). Onde, exatamente, não sei.

    (E a única coisa que fiz no Photoshop com esta foto foi aumentar o cartaz, para que ficasse legível. Até porque meus conhecimentos photoshópicos não vão muito além disso… )

    Alfisina mecanica

    Arquivado em: Hortografia pobremática — Madrasta do texto ruim @ 14:22

    Alfisina

    Foto enviada por papai. Segundo ele, é nesse lugar que você arresorve os pobrema de infecção eletrônica nos carros.

    É legalzinha, mas eu tenho pena. Isso é resultado de falta de estudo. Meu alvo preferido aqui são as amebas, que puderam e estudaram, e mesmo assim fazem bosta.

    Palavra do dia: Féretro

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 9:15

    O Edu Ferrari deixou quicando essa no Twitter dele, e eu aproveito.

    A única coisa que este caldeirão pode fazer em relação ao funeral do Michael Jackson é publicar o significado da palavra

    Féretro
    Datação
    1664 cf. JFBarEneid
    Acepções
    ■ substantivo masculino
    1    Rubrica: história.
    espécie de padiola em que os antigos romanos transportavam os despojos dos inimigos
    2    Derivação: por extensão de sentido.
    caixa ger. oblonga, de madeira, em que se enterram os mortos
    Ex.: após fechar-se o f., rezaram todos uma oração
    Etimologia
    lat. ferètrum,í ou ferétrum,i ‘espécie de andor ou padiola para levar os despojos, as ofertas, esquife para levar os mortos’; f.hist. 1664 pheretro
    Sinônimos
    arquete, ataúde, caixão (de defuntos), esquife, tumba, urna

    Féretro
    Datação
    1664 cf. JFBarEneid
    Acepções
    ■ substantivo masculino
    1    Rubrica: história.
    espécie de padiola em que os antigos romanos transportavam os despojos dos inimigos
    2    Derivação: por extensão de sentido.
    caixa ger. oblonga, de madeira, em que se enterram os mortos
    Ex.: após fechar-se o f., rezaram todos uma oração

    Etimologia
    lat. ferètrum,í ou ferétrum,i ‘espécie de andor ou padiola para levar os despojos, as ofertas, esquife para levar os mortos’; f.hist. 1664 pheretro
    Sinônimos
    arquete, ataúde, caixão (de defuntos), esquife, tumba, urna

    06/07/2009

    Reforma ortográfica

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Assaltaram a gramática, Assassinaram a lógica — Madrasta do texto ruim @ 18:47
    O desenhinho explica

    O desenhinho explica

    Resumão sobre como eram e como ficam algumas palavras com a reforma ortográfica. Saiu na Folha de SPaulo, mais precisamente aqui.

    Só uma coisinha: AQUI, Ó, QUE EU VOU ESCREVER BENFEITO, BENQUERER ou BENQUERIDO!

    A suposta ênclise de Borges

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Assaltaram a gramática, Conjunto da obra — Madrasta do texto ruim @ 18:04
    colocação pronominal (também Essa frase surgiu no Twitter, supostamente creditada ao argentino Jorge Luis borges:
    “Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me”
    considerando que, no original em espanhol, a frase deve ter sido algo como  No puedo suplicar que mir errores me sean perdonados; el perdón es un acto ajeno y tán solo Yo me puedo salvar

    Essa frase surgiu no Twitter, supostamente creditada ao argentino Jorge Luis Borges. O original para sua citação é este aqui. E a frase em questão é a seguinte:

    Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me

    Considerando que no original espanhol não tem chororô e tudo quanto é pronome vai pra frente do verbo, a frase no original deve ter sido algo como

    No puedo suplicar que mis errores me sean perdonados; el perdón es un acto ajeno y tán solo yo me puedo salvar.

    Esse -me no final da frase em português tá me irritando…

    Daí, vamos ver o que a Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, de José de Nicola e Ulisses Infante, tem a nos dizer sobre as relações entre verbos e pronomes. Se não me engano, em certas posições, dói e é meio desconfortável ;) :

    Ênclise, próclise e mesóclise

    No estudo da colocação pronominal (também chamada topologia pronominal), são fundamentais os conceitos de próclise, ênclise e mesóclise.

    a) Ênclise - Ocorre quando o pronome átono está colocado depois do verbo que complementa. É, no português europeu, a colocação mais normal, como nos exemplos:  Disseram-me a verdade / Conheci-os há pouco / a rapariga sentou-se à mesa.

    b) Próclise – Ocorre quando o pronome átono está colocado antes do verbo que complementa. É a tendência do português brasileiro: Não nos disseram a verdade / a moça se penteou. / Eu te prometo sinceridade absoluta.

    c) Mesóclise - Ocorre com as formas verbais do futuro do presente e futuro do pretérito, em que o pronome surge no interior do verbo: Dir-se-ia que tal construção é desusada no Brasil.  Contar-me-ão a verdade quando lá chegar.

    Isto posto, concluo que, se Borges disse mesmo a supracitada frase (se tem cabra copiando essa frase da Internet, é sinal de que Borges não necessariamente é de fato o autor da frase) e ela foi traduzida para o português brasileiro, melhor ficaria assim:

    Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso me salvar.

    Ou seja: a posição ênclise dói em português brasileiro; quando transam, os pronomes brasileiros preferem ficar com os verbos na posição próclise. Deve ter algo a ver com a relação com o eixo do Equador, não sei ao certo. O que funciona lá pros portugueses aqui embaixo nos soa muito estranho…

    Digo isto porque eu brigava quase que de foice com uma ameba com quem trabalhei (já falei dela… ela substituía a preposição sobre por acerca, “pra não repetir a palavra”. E que se dane o cacófato, né, santa?). Ela era a editora, eu uma mera repórter, então o texto saía do jeito que ela bem mal entendia.

    Nas publicações por ela editadas, pululavam frases do tipo O twitter está-se tornando uma febre. Tão preocupada estava em decorar a regrinha estúpida que aprendeu, ela não entendia que estava ligando o pronome ao verbo auxiliar (que, como o próprio nome diz, só tá lá pra ajudar), e não ao verbo ao qual ele de fato pertencia. Sua justificativa? “O pronome não pode ficar solto entre dois verbos porque isso é totalmente errado. Vocês não estudaram isso na escola, não?” Eu respondia que, infelizmente, eu aprendi português no Brasil, não em Portugal. E ela ficava fula da vida comigo. Mas, como ela era a chefe babaca, vencia.

    (Tudo bem que, certa madrugada, eu baixei um esporro nela daqueles de ecoar no andar inteiro. Ela havia mencionado aeronaves da marca McDonald-Douglas num texto. Mas eram aviões McDonnell-Douglas. Argumento dela: eu não tenho obrigação de falar inglês. (Claro que não, santa! Você só escrevia para uma publicação de informática, falar inglês prá quê?)

    Sub-twitter, sub-promoção

    Aiomeucaldeirão…

    Tô tentando levantar o rabo desta cadeira para esquentar o meu almoço, mas as amebas estão impossíveis hoje!

    Não é de espantar que o @cardoso queira esganar o autor desta coisa até polpificar (miacaaaabo com o Cardoso!)

    A idéia do site tal [não vou fazer propaganda gratuita de ideia de bosta] se realiza com site destinado à assuntos [em primeiro lugar: NÃO EXISTE CRASE ANTES DE PALAVRA MASCULINA!!!! em segundo lugar: SE A PALAVRA ESTÁ NO PLURAL, POR QUE A CRASE FICOU SEM O ÉSSE?!?!?!?!] relacionados [ante a iminência do ponto desta frase, eu vaticino: quefrasezinhadebosta, porra!] . Escreva o que interessa conversar e facilmente encontre ou seja encontrado por pessoas que estão falando sobre o mesmo assunto [é impressão minha ou a ameba está escrevendo que nem texto em inglês daqueles produtos que inspiram as Organizações Tabajara?].

    Como exemplo, em uma ocasião você quer falar “Gosto muito do cinema Brasileiro”. Faça o post desta frase e imediatamente o sistema listará outras pessoas que naquele curto espaço de tempo [Tá bom. Agora alguém pode me explicar porque a palavra tempo tem que vir precedida de espaço ou de período? Cáspita, tempo é tempo, não precisa de muletas!!!!] estão postando assuntos relacionados ao seu. Desta forma você poderá escolher temas com quem interagir [heeeeeeiiin? Agora você pode interagir com... temas? E tema virou gente, com quem você pode interagir?!?!?Socoorrrrooooooooo!!!!!] assim como outras pessoas poderão fazer o mesmo com seu assunto postado [aaaaaaahhhhhhhh... então é isso!?!?! As pessoas descobrem os temas que as outras estão a postar, e daí interagem... com os temas, né? aimeudeusdocéu...a Veja tinha razão quando publicou na capa desta semana que tuiteiro é tudo um bando de solitário...] .

    Com a ferramenta [taí outra palavrinha que eu o-dei-o. Mas sua substituição é praticamente impossível, de tão arraigada que ela está em nossos neurônios!] Tal você pode dar destaque a [Porra, ameba! Aqui tem crase! Não tacou por quê, hein?] sua forma de pensar, interagir através [suspiro. Interagir através?!?!?!] de assuntos relacionados [Ah, e se eu quiser interagir através de assuntos não-relacionados? Tipo: o que você pensa sobre a morte de Michael Jackson? R.: Acho que Ronaldo estava impedido, mas o juiz não marcou porque no momento ele olhava para a arquibancada.] formar grupos de amigos com fácil percepção [COM-PRO-VA-DO! A FERRAMENTA É PARA AMEBAS!!!! Os grupos a serem formados devem ser obrigatoriamente compostos de amigos com fácil percepção!!!] de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar [aiomeusacooooooooo... quanto lugar-comum!!!!]

    Divirta-se!

    Pensou, Falou… (nome do site)![não satisfeita com o lugar-comum, a ameba ainda nos brinda com um sloganzinho-prá-lá-de-batido-qualquer-nota]

    E lá vou eu tentar melhorar a bagaça… embora, na verdade, esteja a sonhar com o macarrão que me aguarda na cozinha… obrigações primeiro, almoço depois!

    Tudo começou com a ideia de um site para assuntos relacionados. Daí surgiu o lshidfksd.com. Lá, você escreve o assunto de seu interesse, encontra e é encontrado por quem esteja discutindo aquele mesmo assunto.

    Por exemplo: você quer falar sobe cinema brasileiro? Faça o post da frase e imediatamente o sistema lista outras pessoas que, naquele mesmo  momento, estão postando assuntos relacionados a “cinema brasileiro”. Você pode escolher temas para discussão e pessoas com quem interagir. [é, sei que não ficou lá grandes coisas, mas foi o que deu pra arranjar. Tô com fome, bosta!]

    Com a ferramenta Tal você pode dar destaque à sua forma de pensar, interagir através de assuntos relacionados, formar grupos de amigos com fácil percepção de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar.

    Divirta-se!

    Pensou, Falou… [nome do site]!

    Cardoso, ficadica: após a polpificação, despeje uma garrafa de vinagre daquele bem barato, por favor. O ácido acético ajuda a eliminar amebas e bactérias. Se precisar de ajuda, tamosaí, viu?

    Se você quiser ver a cara da ameba que teve essa ideia, clica aqui. Por sua conta e risco, claro!

    E dá licença, vou almoçar!

    A idéia do ualah.com se realiza com site destinado à assuntos relacionados. Escreva o que interessa conversar e facilmente encontre ou seja encontrado por pessoas que estão falando sobre o mesmo assunto.
    Como exemplo, em uma ocasião você quer falar “Gosto muito do cinema Brasileiro”. Faça o post desta frase e imediatamente o sistema listará outras pessoas que naquele curto espaço de tempo estão postando assuntos relacionados ao seu. Desta forma você poderá escolher temas com quem interagir assim como outras pessoas poderão fazer o mesmo com seu assunto postado.
    Com a ferramenta ualah.com você pode dar destaque a sua forma de pensar, interagir através de assuntos relacionados, formar grupos de amigos com fácil percepção de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar.
    Divirta-se!
    Pensou, Falou… UALAH!

    Palavra do dia: profilaxia

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 15:08
    Não custa, né? Vamos ver o que Tio Antônio tem a nos dizer sobre a profilaxia!
    Profilaxia
    Datação
    1873 cf. DV
    Acepções
    ■ substantivo feminino
    1    Rubrica: medicina.
    parte da medicina que estabelece medidas preventivas para a preservação da saúde da população
    2    Rubrica: medicina.
    utilização de procedimentos e recursos para prevenir e evitar doenças, como, p.ex., medidas de higiene, atividades físicas, cuidado com a alimentação, vacinação etc.
    3    Derivação: por extensão de sentido.
    aquilo que preserva; preservativo
    Etimologia
    fr. prophylaxie (1771) ‘id.’, deduzido de prophylactique (1537) ‘id.’; ver filact(o)-; f.hist. 1873 prophylaxia

    Não custa, né? Vamos ver o que Tio Antônio tem a nos dizer sobre a profilaxia!

    Profilaxia

    Datação

    1873 cf. DV

    Acepções

    ■ substantivo feminino

    1    Rubrica: medicina.

    parte da medicina que estabelece medidas preventivas para a preservação da saúde da população

    2    Rubrica: medicina.

    utilização de procedimentos e recursos para prevenir e evitar doenças, como, p.ex., medidas de higiene, atividades físicas, cuidado com a alimentação, vacinação etc.

    3    Derivação: por extensão de sentido.

    aquilo que preserva; preservativo

    Etimologia

    fr. prophylaxie (1771) ‘id.’, deduzido de prophylactique (1537) ‘id.’; ver filact(o)-; f.hist. 1873 prophylaxia

    Da série pergunte à madrasta

    Arquivado em: Bons exemplos, Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 14:55
    Se você está estranhando nunca ter visto outro post desta série por aqui, não se preocupe: este é o primeiro. E muito obrigada por prestar atenção! :)
    Recebi de um ectoplasma suíno:
    Madrasta
    Como reagir ante um “deixando a desejar”?
    Alguma pesquisa que possa gerar vacina contra o gerundismo?
    Meu caro,
    Em primeiro lugar, respire o mais fundo que puder. em seguida, de forma sutil porém enfática, troque o tempo verbal para seu interlocutor. Ex.:
    - Deixando a desejar
    - Ah, deixa a desejar, é? Mas por quê deixa a desejar? O que será que aconteceu que tal coisa deixa a desejar?
    A única profilaxia que conheço contra o gerundismo é participar ativamente das aulas de português da tia Maricota, ler bons textos (reparou que o bons está em negrito, né?) e praticar.
    Eu gostaria mesmo é de desenvolver um antiácido para tomar toda vez que tiver que encarar um encosto gerundol. Porque essas coisas fazem muito mal, sabe? e o meu esTômago é fraco pra esses negócios…
    Abraços,
    Madrasta Malvada e Venenosa

    Se você está estranhando nunca ter visto outro post desta série por aqui, não se preocupe: este é o primeiro. E muito obrigada por prestar atenção! :)

    *****

    Recebi de um ectoplasma suíno:

    Madrasta
    Como reagir ante um “deixando a desejar”?
    Alguma pesquisa que possa gerar vacina contra o gerundismo?

    Meu caro,

    Antes de mais nada, parabéns pelo ante. É de escreventes assim que o mundo luso-parlante necessita!

    Quanto à sua indagação, faça o seguinte: respire o mais fundo que puder, quantas vezes forem necessárias, até que sua irritação passe quase toda.
    Em seguida, de forma sutil porém enfática, troque o tempo verbal para seu interlocutor. Ex.:

    - blablabla Deixando a desejar blablabla

    - Ah, deixa a desejar, é? Mas por quê deixa a desejar? O que será que aconteceu que tal coisa deixa a desejar?

    A única profilaxia que conheço contra o gerundismo (e sua forma mais comum de assombração nos textos de amebas escreventes, o encosto gerundol) é participar ativamente das aulas de português da tia Maricota, ler bons textos (reparou que o bons está em negrito, né?) e praticar a leitura e a escrita.

    Vacina, vacina mesmo eu não conheço. Nunca ouvi falar. O que eu gostaria é de conseguir desenvolver um antiácido para tomar toda vez que tiver que encarar um encosto gerundol.
    Porque essas coisas fazem muito mal, sabe? E o meu estômago é fraco pra esses negócios…

    Abraços,

    Madrasta Malvada e Venenosa

    *****

    Se você também tem alguma dúvida, escreva para a Madrasta do Texto Ruim: objetivandodisponibilizar arroba gmail ponto com.

    Ou, então, mande um pio para @bruxaod, lá no Twitter.

    Ectoplasma mesmítico assombra o Comitê Gestor da Internet

    Desta vez o ectoplasma mesmítico foi parar nos servidores do Comitê Gestor da Internet.

    Tudo começou quando eu me esqueci de pagar pelo domínio do meu outro blog (não, não vou contar!). O suporte técnico do blog (a quem eu chamo de marido) recebeu por e-mail o seguinte aviso:

    Caro(a) usuário(a),
    Após o envio de email referente à cobrança descrita abaixo para os contatos cadastrados para seu domínio e não tendo registrado até esta data o recebimento do mesmo, por determinação do Comitê Gestor
    (www.cgi.br) informamos que o domínio listado abaixo será congelado após 20/07/2009, por falta de pagamento, de acordo com a regra em vigor [1].
    Não havendo mais interesse neste domínio, solicite o seu cancelamento, conforme procedimento descrito em [2], ou o mesmo será removido por não pagamento.
    Caso ainda tenha interesse em manter o domínio, favor efetuar o pagamento através de uma das seguintes opções:

    Após o envio de email referente à cobrança descrita abaixo para os contatos cadastrados para seu domínio e não tendo registrado [eeeeecaaaa! que gerúndio horrrrrrrrooorrrroooooosooooo!!!] até esta data o recebimento do mesmo [eparrê-iansã!] , por determinação do Comitê Gestor informamos que o domínio listado abaixo será congelado após tal data, por falta de pagamento, de acordo com a regra em vigor [1].
    Não havendo [aaaaaaaaiiii!!! De novo, não!!!] mais interesse neste domínio, solicite o seu cancelamento, conforme procedimento descrito em [2], ou o mesmo [socorrrrroooooo!! Fujam para as montanhaaaaaasssssssss!!!] será removido por não pagamento.
    Caso ainda tenha interesse em manter o domínio, favor efetuar o pagamento através [ai, meu Deus... pagamento com atravessador...] de uma das seguintes opções (…)

    ‘Bora espantar as assombrações mesmíticas e o encosto gerundol. E vamos pontuar esta bagaça decentemente, né?

    Após o envio de email referente à cobrança descrita abaixo para os contatos cadastrados para seu domínio-vírgula, não registramos até esta data o referido pagamento -ponto. Por determinação do Comitê Gestor -vírgula, informamos que o domínio listado abaixo será congelado após tal data (sem vírgula aqui) por falta de pagamento, de acordo com a regra em vigor[1].

    Caso não haja mais interesse neste domínio, solicite o seu cancelamento, conforme procedimento descrito em [2], ou ele será removido por não-pagamento.

    Se é de seu interesse manter o domínio, favor efetuar o pagamento por uma das seguintes opções (…)

    Tanta amebice por causa de trinta míseros reais!!! Valha-me Deus (e Nossa Senhora da Locução Verbal)…

    Pronto, já está pago, já está pago!!

    (eu havia escrito já paguei, mas me dei conta da indevida promoção de um indeterminado nipo-homossexual  [/cacófato], por isso troquei pela expressão já está pago)

    Da próxima vez, vou me lembrar do texto de bosta que eu recebi, e vou pagar a conta ANTES do vencimento!

    Mais um membro da família Objetivando

    Recebi de um ectoplasma suíno. O texto começa com um irmão do Objetivando Disponibilizar.

    Objetivando alinhar a prestação de serviços de não sei o quê ao serviço de não sei que lá, comunicamos que a partir desta data não é permitido.

    Daqui a pouco, serei obrigada a inventar escrever a verdadeira saga da Família Objetivando. As amebas vão me obrigar a fazer isso!

    Ai, que saco! A semana começa já com texto de bosta! Vade retro!

    (É, tô de mau humor! Tá olhando o quê?)

    Objetivando alinhar a prestacao de servicos de Cobranca de cheques
    pre-datados ao servico de custodia de cheques do Banco do  Brasil,
    comunicamos que a partir desta data nao e permitido  acolher  che-
    ques para cobranca com prazo de vencimento igual ou superior a 540

    dias da data de entrada.

    Objetivando alinhar a prestacao de servicos de Cobranca de não sei o quê ao serviço de não sei o que lá, comunicamos que a partir desta data não é permitido  acolher  (…)

    03/07/2009

    Conjugador de verbos

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 18:21

    Outro link útil enviado por uma ameba escrevente cheia de boas intenções para o Prof. Pasquale falso, do Twitter.

    Neste site aqui você consegue conferir a conjugação de verbos da Língua Portuguesa. Criação do Grupo de Linguística da Insite.

    O problema foi que a ameba disse pro professor que o site conjulga verbos, tadinha… vamos dar um desconto, né?

    Já está na série isso é útil, no menu direito deste caldeirão!

    Site converte textos para a nova ortografia

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 17:52

    E o anãozinho é bom, viu?

    E o anãozinho é bom, viu?

    É, hoje é dia de falar da nova ortografia.

    Dica do professor Pasquale falso, do Twitter: Neste site, você escreve o seu texto, e o programinha converte suas frases para a nova ortografia.

    Parece que tem um anãozinho lá dentro, abençoado por ectoplasmas suínos, que faz a revisão do seu texto…

    Não se preocupem, porque esta dica também vai pro menu direito deste caldeirão!

    Ricardo Freire e a reforma ortográfica

    Arquivado em: Assaltaram a gramática, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 12:04
    Se foram, tadinhos... (esta imagem também foi copiada do blog do Ricardo Freire. quando eu faço isso, dou os créditos e passo o link do original!

    Se foram, tadinhos... (esta imagem também foi copiada do blog do Ricardo Freire. Quando eu faço isso, dou os créditos e passo o link do original!)

    Gostei muito desta crônica que o Ricardo Freire postou hoje no blog dele, e está também nas páginas da edição de hoje do Guia do Estadão.

    Ricardo, eu concordo contigo. Acho que uma tetéia sem acento perde todo o seu charme, ou mesmo sua razão de ser. E o trema, tadinho, ele enchia o saco quando existia, mas agora que ele morreu a gente tem saudades, né?

    Os portugueses têm (aaaiii! Com ou sem?) todos os motivos do mundo para abominarem esse estupro às regras ortográficas!

    Mas, enfim, segue abaixo o texto (muito bem escrito) do Ricardo:

    In memoriam

    Esta semana fez seis meses que o Brasil – de maneira unilateral – adotou a reforma ortográfica. Você provavelmente já se acostumou. Tudo o que na estreia parecia uma má ideia foi gradualmente absorvido. A falta de circunflexo em algumas palavrinhas já não lhe causa mais enjoo. E você já dorme tranquilo sem fazer questão daquele sinalzinho rastaquera, o trema.

    Aviões caíram, a nova gripe se alastrou, os escândalos do Senado não param de pipocar, Michael Jackson morreu – ninguém mais tem tempo ou paciência para discutir acento diferencial e regra do hífen. Só os muito conservadores, muito saudosistas e muito pentelhos ficam lamentando o fim do acento agudo no tritongo aberto.

    Presente!

    Sim, eu sou um desses cricris que não se conformam e se vestem de preto e mandam rezar missa toda sexta-feira em memória do chapeuzinho de “voo”. E a rapidez com que todos os que estão à minha volta aceitam tudo isso só faz aumentar a minha depressão.

    O que dói mais (com acento, felizmente) é o fato de todo esse quelelê (e aí? Pronuncia-se o “u” ou não?) ser absolutamente inútil. Os portugueses não vão aderir a esse acordo nem aqui nem em Macau.

    Se para (preposição) nós a reforma é uma chateaçãozinha menor, para (preposição) os lusos é a última das humilhações. Pense bem: que moral temos eu e você, que não sabemos escrever sem o corretor do Word, para (preposição) obrigar os caras a aposentar de uma vez todas as consoantes mudas que eles escrevem no automático, sem nem pensar a respeito?

    O acordo extingue uma das peculiaridades mais bonitas da ortografia lusa, que é o uso do acento agudo para diferenciar o presente (“gostamos”) do passado (“gostámos”). Não é que os portugueses apenas escrevam assim; eles falam assim também. Por que aceitariam tamanho empobrecimento?

    Enquanto isso, nós aceitamos sem nenhuma resistência que, em pleno 2009, o português escrito por aqui ganhe mais um verbo defectivo. Refiro-me ao verbo “parar”, que já não se pode mais conjugar em várias situações. Eu paro, nós paramos, eles param – mas a gente interrompe, você freia e ele dá uma paradinha.

    Devia ser como o serviço militar, de onde você pode escapar alegando objeção de consciência. Se a Bahia pode ficar de fora do horário de verão, por que eu não posso ficar de fora do acordo? Estou montando um dossiê. Em 2012, quando escrever do jeito antigo der cana, vou pedir asilo ortográfico à França.

    02/07/2009

    Ameba soletrante erra concordância nominal

    Arquivado em: Assaltaram a gramática, Ectoplasma suíno, Jura que é isso o que você quis dizer? — Madrasta do texto ruim @ 22:04
    Loucura, loucura, loucura!

    Loucura, loucura, loucura!

    A ameba soletrante postou isso em seu Twitter. Viu a bosta que fez, ficou com vergonha e apagou. Mas os deuses do print-screen iluminaram o Edu Ferrari, outro belo espécime de Ectoplasma Suíno (/espírito de porco) do Twitter, que postou essa.

    (Parênteses rápido sobre o Edu Ferrari: imaginem vocês que ele tentou fazer uma pegadinha comigo! Me soltou um medeia, e esperou que eu o corrigisse! Meu caro, como diria o Christian Pior, as páginas de Tio Antônio Houaiss têm poder! Meu corpo é fechado :) )

    De volta à ameba unicelular (/vaca fria), o perfil não é falso, não! É de fato o marido da Angélica que está no Twitter! A mesma pessoa que apresenta o quadro Soletrando nos apronta uma dessas!!! Merece ser chamado de Hulk, não merece?

    Então, seu Hulk, os arredores de Maceió (com acento agudo no o, por favor!) são lindos. Ou então, saia pela tangente: o entorno de Maceió é lindo.

    Seja um bom turista sem denegrir a concordância nominal, por favor!

    Telegramática, bom dia!

    Arquivado em: Bons exemplos, Conjunto da obra — Madrasta do texto ruim @ 21:07

    Outro link enviado pelo falso professor Pasquale.

    Deu no Bom Dia Brasil de hoje. Curitiba e Florianópolis são duas cidades que oferecem a seus habitantes os serviços de disque-gramática. Para aqueles momentos em que pinta a dúvida, e você não sabe a quem recorrer.

    A reportagem não oferece os telefones de Curitiba nem de Florianópolis. Mas se você visitar a página da Academia Brasileira de Letras (ABL), basta clicar em Nossa Língua / ABL Responde e preencher o formulário com a sua dúvida. Não pus o link direto aqui porque o site sempre exibe a URL principal no navegador. Vou por (ai, é com ou sem acento? Ah, mas eu resolvo isso num palito!) inserir (a-rrá! :) ) o link da ABL ali no menu direito do caldeirão, para que você não precise ficar procurando feito doido por ele, OK?

    Mas é só duvidazinha, viu, ameba? Eles não escrevem o texto todo pra você, não! Cliquem aí em cima e vejam a história, com direito a vídeo!

    Câncer tratado a graus centímetros

    Arquivado em: Assassinaram a lógica, Traz a bula, por favor — Madrasta do texto ruim @ 21:03

    E eu que sempre usei o Terra como bom exemplo… traíram a minha causa, aquelas amebas!

    Um twitter enviado hoje pelo professor Pasquale (e já vou avisando: não é ele de verdade, o perfil é falso – mas as intenções são verdadeiras) aponta para esta página aqui. Vou copiar apenas os primeiros três parágrafos:

    Dois hospitais britânicos puseram em prática um tratamento pioneiro do câncer de próstata com ultrassons, o que evita as intervenções cirúrgicas.
    Os doentes recebem anestesia geral e são submetidos a ultrassons de alta intensidade, que geram temperaturas de entre 80 e 90 graus centímetros e matam com precisão as células cancerosas.
    O novo tratamento foi utilizado em 172 pacientes do sexo masculino, e 78% deles puseram voltar para casa cinco horas depois do tratamento, informa hoje o British Journal of Câncer.

    Dois hospitais britânicos puseram em prática um tratamento pioneiro do câncer de próstata com ultrassons, o que evita as intervenções cirúrgicas.
    Os doentes recebem anestesia geral e são submetidos a ultrassons de alta intensidade, que geram temperaturas de entre 80 e 90 graus centímetros e matam com precisão as células cancerosas.

    O novo tratamento foi utilizado em 172 pacientes do sexo masculino, e 78% deles puseram voltar para casa cinco horas depois do tratamento, informa hoje o British Journal of Cancer.

    Vou desconsiderar o puseram em vez de puderam. O ésse fica ali do ladinho do dê, então tem a desculpa de esbarrão na tecla errada. Mas temperatura se mede em graus centígrados, amebas! e tem preposição de mais junto das temperaturas! são temperaturas entre 80 e 90 graus, sem o de antes do entre!

    Ai, que infortúnio!!!

    Como escrever bem

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos, Conjunto da obra — Madrasta do texto ruim @ 15:04

    Recebi isto aqui há décadas, por e-mail. É velhinho, você já deve ter recebido. Mas é sempre bom deixar isso por aqui para consulta. Infelizmente não sei quem é o autor dessa pérola. Merecia um prêmio.

    Mais dicas sobre como escrever bem
    1.” Vc. deve evitar abrev., etc.
    2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.
    3. Anule aliterações altamente abusivas.
    4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.
    5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.
    6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
    7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
    8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
    9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
    10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.
    11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
    12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.
    13. Frases incompletas podem causar
    14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
    15. Seja mais ou menos específico.
    16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
    17. A voz passiva deve ser evitada.
    18. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
    19. Quem precisa de perguntas retóricas?
    20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
    21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.
    22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las! -ei!”
    23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
    24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!
    25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
    26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.
    27. Seja incisivo e coerente, ou não.”

    1. Vc. deve evitar abrev., etc.

    2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

    3. Anule aliterações altamente abusivas.

    4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

    5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

    6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

    7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

    8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

    9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

    10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

    11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

    12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

    13. Frases incompletas podem causar

    14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

    15. Seja mais ou menos específico.

    16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

    17. A voz passiva deve ser evitada.

    18. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

    19. Quem precisa de perguntas retóricas?

    20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

    21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

    22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las! -ei!”

    23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

    24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

    25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

    26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

    27. Seja incisivo e coerente, ou não.”

    01/07/2009

    Ectoplasma suíno define

    Arquivado em: Ectoplasma suíno — Madrasta do texto ruim @ 13:38

    Essa eu peguei do blog do Paulo Henrique Amorim. Vou cortar os nomes próprios pra não começar a divagar sobre opiniões políticas / econômicas etc. Já disse e repito que aqui neste caldeirão a única a ser defendida de quaisquer ataques será a Língua Portuguesa.

    Vejamos, pois, a conclusão do pê-agá num post sobre o aniversário do Plano Real:

    Ao omitir o nome do Fulano, Beltrana não mentiu.
    Ela fez o que o Otto Lara Resende atribuiu ao General Lott: ela teve uma restrição mental

    Miacaaaaaaaaaaaaaaaabo com Paulo Henrique Amorim!!!! :)

    Incorporou legal o ectoplasma suíno (/espírito de porco)!!

    Ao omitir o nome do Itamar, a Miriam não mentiu.
    Ela fez o que o Otto Lara Resende atribuiu ao General Lott: ela teve uma “restrição mental” …


    30/06/2009

    Por favor, desenha que eu não entendi!

    Sei que esses lances de inseminação artificial e mãe de aluguel são uma subversão total à antiga ordem eu sou mãe, ele é o pai, eis nossos filhos. Mas a subversão do UOL ultrapassou os limites do lead.

    Tá certo que o sujeito da notícia é o Michael Jackson, um cara que, a meu entender, conseguiu se tornar o único homem (originalmente nascido sob o sexo masculino) lésbico da face da terra. O que por si só já é uma confusão dos diabos. Haja Luizinacio pra dizer nunca antes na história etc, etc, etc… pra tentar esclarecer. O que ocorre é que a redação da notícia tá confusa. Como se tal notícia precisasse de texto ruim pra ser confusa – Michael Jackson sempre foi auto-suficiente em se tratando de confusão, ele dispensa amebas escreventes como redatores de suas histórias.

    Tudo começa quando você lê o título da matéria e descobre que, de acordo com o site TMZ ,  o pai dos filhos do MJ é, na verdade, o dermatologista dele. Mas a nota termina dizendo que a mãe das crianças não é a mãe (hein?!?!?!?!). Confiram:

    Los Angeles – O cantor americano Michael Jackson, que morreu na quinta-feira passada (25), não é o pai biológico de seus dois filhos mais velhos, Prince Michael, de 12 anos, e Paris Michael, de 11 anos. Segundo a revista “US Weekly”, o verdadeiro pai das crianças é Arnold Klein, o dermatologista que cuidava do artista numa clínica de Los Angeles.
    Era para Klein que trabalhava Debbie Rowe, a enfermeira que foi casada com Michael de 1996 a 1999 e que deu à luz a Prince e Paris. “Ele é o pai. Ele e Debbie assinaram um acordo dizendo que nunca revelariam a verdade”, escreveu a revista, que diz ter confirmado a informação com várias fontes.
    Em 2002, Rowe admitiu que suas duas gestações tinham sido um favor pessoal feito a Michael. Mas ela nunca comentou se teve ou não relações sexuais com o músico. “Disse: ‘Vamos fazer isto. Você precisa ser pai e foi muito bom comigo”, declarou a enfermeira na época.
    A falta de vínculo biológico entre Michael e seus filhos seria extensível ao terceiro deles, Prince Michael II, de 7 anos. De acordo com o site “TMZ.com”, o mais novo dos herdeiros do artista foi encomendado a uma mãe de aluguel de identidade desconhecida.
    A página disse ainda que os filhos mais velhos do cantor também não tem parentesco nenhum com Rowe.

    Los Angeles – O cantor americano Michael Jackson, que morreu na quinta-feira passada (25), não é o pai biológico de seus dois filhos mais velhos, Prince Michael, de 12 anos, e Paris Michael, de 11 anos. Segundo a revista “US Weekly”, o verdadeiro pai das crianças é Arnold Klein, o dermatologista que cuidava do artista numa clínica de Los Angeles.[Tico joga pra Teco, Teco devolve pra Tico, os dois roem uma nozinha e concluem: Klein entrou com o esperma porra. Ok, tudo bem! Próxima informação, por favor!]

    Era para Klein que trabalhava Debbie Rowe, a enfermeira que foi casada com Michael de 1996 a 1999 e que deu à luz a Prince e Paris. “Ele é o pai. Ele e Debbie assinaram um acordo dizendo que nunca revelariam a verdade”, escreveu a revista, que diz ter confirmado a informação com várias fontes.[Hummm.. será que eles... bom, hoje em dia e em se tratando de Michael Jackson, isso é totalmente dispensável, certo? Inseminação artificial! Ok, informação registrada! Próxima, por favor!]

    Em 2002, Rowe admitiu que suas duas gestações tinham sido um favor pessoal feito a Michael. Mas ela nunca comentou se teve ou não relações sexuais com o músico [não vou nem me delongar por aqui pra não ter pesadelos esta noite. Frase seguinte, por favor!] . “Disse: ‘Vamos fazer isto. Você precisa ser pai e foi muito bom comigo”, declarou a enfermeira na época. [ca-ri-da-de, gente! Que moça boa!]

    A falta de vínculo biológico entre Michael e seus filhos seria extensível ao terceiro deles, Prince Michael II, de 7 anos [aqui o bicho começa a pegar - sem trocadilhos, por favor. Quem é extensível a quê, por exemplo? Não ficaria mais claro escrever "Michael tampouco é pai biológico de seu filho mais novo" ?] . De acordo com o site “TMZ.com”, o mais novo dos herdeiros do artista foi encomendado a uma mãe de aluguel de identidade desconhecida.

    A página disse ainda que os filhos mais velhos do cantor também não tem parentesco nenhum com Rowe. [Aqui o caldo desandou de vez. Fez-se a bosta legal! Como assim, a mãe não tem parentesco com os filhos?]

    Daí, você vai no site TMZ e encontra, neste link aqui, a notícia original. E descobre que, pelo menos em inglês, Debbie Rowe is not the biological mother of the two kids she bore for Michael, ou seja, Debbie Rowe não é a mãe biológica dos dois filhos que pariu para Michael Jackson. E descobre que essa informação tá lá nosemcima, no lead do texto. Pra quem não é jornalista, lead é o primeiro parágrafo de toda notícia, no qual são respondidas as perguntas-chave de toda história jornalística: quem, o que, onde, quando, como e por quê?

    Ô, UOL, nem lead vocês conseguem mais fazer direito, é?!?!?!? Pô, não confunde mais, não!!!

    O ectoplasma mesmítico de dona desembargadora

    Sabem o que o ectoplasma mesmítico faz quando não “encontra-se parado no andar”? Descobri agroa há pouco, ao clicar neste link:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/30/ult5772u4532.jhtm

    Em sua decisão, a desembargadora Luisa Cristina Bottrel Souza afirmou que “é do instinto daquele animal – e esse fato é notório – que essa raça seja dada a rompantes de súbita agressividade, razão pela qual deveria ter a ré zelado para que não houvesse, jamais, a possibilidade de o mesmo indevidamente soltar-se de sua coleira, vindo a atingir quem quer que fosse”

    Santa redação mal-feita, Batman! Doutora desembargadora foi assombrada não só pelo ectoplasma mesmítico, como também pelo encosto gerundol!

    Mas o texto dela é muito esclarecedor. Sabem o que o ectoplasma mesmítico faz quando não encontra-se parado no andar? Descobri agora há pouco, ao clicar neste link. E olha que as previsões se confirmaram: ele é perigoso, tem que andar até de coleira.

    O link fala da decisão de uma desembargadora de conceder indenização de R$ 6.000 a uma babá, por ter sido agredida por um cachorro da raça pit-bull que estava com sua dona e soltou-se da coleira.

    Lá pelas tantas, o texto vaticina:

    Em sua decisão, a desembargadora Fulana de Tal [não sou besta de brincar com nomes alheios] afirmou que “é do instinto daquele animal – e esse fato é notório – que essa raça seja dada a rompantes de súbita agressividade, razão pela qual deveria ter a ré zelado para que não houvesse, jamais, a possibilidade de o mesmo indevidamente soltar-se de sua coleira, vindo a atingir quem quer que fosse

    Se a doutora tivesse escrito pit-bull no lugar do mesmo, eu até pensaria que ela estava se referindo ao totó malvado. Mas foi o mesmo quem se soltou da coleira. Tá lá, foi ela quem disse…

    29/06/2009

    Sigam-me os bons (os ruins eu exorcizo)!

    Arquivado em: Bons exemplos, Mamãe, eu sei escrever — Madrasta do texto ruim @ 14:44

    Esta caldeirão vai passear pelas searas do twitter. Cansei de pedir ajuda pra Letícia falar dos posts deste blog. Atoooron minha amiga querida, mas é que agora eu tenho o meu cantinho, saca o lance?

    Sigam-me os bons!

    Comida de faraó

    Resolvi conferir a dica que a Rosana Hermann enviou via Twitter. E me assustei. Mas acho que, no frigir dos ovos (com duplo sentido, por favor), esse texto só vem dar mais destaque ao que venho defendendo aqui desde que este caldeirão foi aberto a visitações.

    Tenho horror a texto mal escrito, como vocês já devem ter percebido. Os textos são uma forma de você expressar o que você pensa, faz da vida, enfim, é a sua comunicação com o mundo além dos seus neurônios. Se você não souber fazer isso direito, o mundo não te compreende. Se você falar de qualquer jeito do seu trabalho, vai vulgarizar a sua carreira, o seu ganha-pão. E pode até dificultar a entrada de grana no fim do mês.

    Por quê todo esse discurso pseudo-politicamente correto? Porque eu li um texto qualquer, escrito de forma qualquer, pra dizer qualquer coisa. Se fosse mulher, esse texto seria chamado de rameira, de mulher da vida (como se prostitutas tivessem vida fácil, mas deixa isso prá lá). O que mais me assusta é que esse texto pretende-se a vender os serviços de um…. motel!

    Estou falando da tchutchuca contida nesta página aqui. Não vou entrar aqui no mérito dos nomes dos pratos de restaurantes, se eles devem ser traduzidos ou não. O que mais me incomodou foi o pouco caso que o motel tem com o queridocliente. Pretendendo-se chique e eficaz, brindou os internautas com este desfile de lugares-comuns:

    O Egytus oferece um cardápio com uma ampla variedade [ampla? 12 pratos entre massas, carnes e peixes e ele chama de ampla?] de pratos que atende a todas as preferências [tem certeza? e se eu não gostar de nada do que vocês servem, vocês atendem às minhas necessidades?] , além da rapidez na entrega.
    Nossa cozinha padrão internacional
    [como assim, padrão internacional? O que seria esse padrão, e qual diferença dele para o padrão nacional?] funciona 24  horas, preparando [gahhhhhh!!!! O-DEI-O ESSES GERUNDINHOS DE BOSTA QUE SURGEM DO NADA NO MEIO DAS FRASES!!] os mais sofisticados pratos [isso é um motel ou um restaurante de alta gastronomia?] sempre no momento em que são pedidos [ah, que bom, não? A gente pede um prato e eles servem na hora! Que inovação no conceito de atendimento...]
    .
    Oferecemos pratos saborosos
    [Jura? Não é gororoba, não?  E se fosse uma gororoba, você iria avisar aos queridosclientes?] feitos com ingredientes de primeira qualidade [Jura de novo? Puxa vida, quanta inovação no atendimento!! prato gostoso, feito com ingrediente diqualidadi!]
    .

    Daí, o cardápio oferece maravilhas, como FILÉ AVIANENSE ou então o ESCALOPE DE FILÉ PUAVEL.

    Pô, se a cozinha é tão diqualidadi assim, meu tio, que tal ao menos escrever corretamente os nomes dos pratos que ela oferece? Ou cozinha, no seu motel, nada mais é do que um trocadilho com os… demais canais do queridocliente?

    É, hoje é segunda-feira e eu estou de mau humor! Tá olhando o quê, hein?

    26/06/2009

    Alvaro, exorciza esta semana!

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 21:54

    Êta, semaninha!

    Fora do caldeirão, foi um zoológico só: gripe suína, marimbondo acuado,  pantera e Michael Jackson morrendo (insira aqui seu trocadilho preferido Michael Jackson / bicho de zoológico)…

    Aqui dentro, tivemos amebas mininstrantesbanco indeciso, jornal sem argumentos convincentes, publicitário cortando cartaz no lugar errado

    ‘Bora exorcizar este caldeirão com nosso mestre e santo protetor, Álvaro Moreyra:

    Um santo daquele tempo se espantava:
    - A Ventania não dura além de uma manhã. A Chuva pesada, no máximo dura um dia. Ora, são o Céu e a Terra que produzem a ventania e a chuva pesada. Se o Céu e a Terra não podem manter por muito tempo a agitação e a violência, como tenta o homem as prolongar?

     

    E vamos esquecer esta semana, certo?

    Até segunda!

    Folheto bancário ou anúncio de ciclo menstrual?

    A tripla camada de absorção impacta na funcionalidade da frequência menstrual do banco. Ou não?

    A tripla camada de absorção impacta na funcionalidade da frequência menstrual do banco. Ou não?

    Essa foto, no entanto, tem que entrar. Tá na penúltima página do folheto sobre canais de atendimento que peguei no meu banco. E certeza que tem dedo de agência de publicidade aí, certeza.

    Um colega meu na faculdade de Jornalismo costumava dizer em tom de ironia: Ah, se você não consegue escrever direito, faz um desenhinho que ajuda na compreensão. Pois chegamos a um ponto tal de mediocridade que hoje em dia nem o desenhinho ajuda a esclarecer as coisas! Essa página daí de cima não sofre só de texto ruim, não. O desenho é pior ainda, mais confunde do que esclarece!

    Fiquei cheia de dúvidas sobre a(s) mensagem(ns) contida(s) nessa página. Na verdade, fiquei a procurar propagandas subliminares. Sei lá, capitalistas que são todos eles, alguma marca de absorvente higiênico pode ter comprado espaço publicitário subliminar nesse folheto, pra influenciar as correntistas que estão naqueles dias…

    O título da página é: Use o Banco Tal sem perder seu tempo. Uai, será um absorvente que se troca sozinho, sem que a mulher-mocinha precise se preocupar com a quantidade de fluxo menstrual? A página começa a avisar: prefira ir à agência entre os dias 21 e 30. Tradução: não tem nem menstruação nem TPM, é isso? Trãnsito livre? Isso é um convite a atos que demandam maior libido, por assim dizer? Tem pornografia subliminar aí e eu não percebi?

    Entre os dias 11 e 20, o bonequinho (ou indicador de quantidade de fluxo, o que você quiser entender) já é amarelo. E o texto é mais explícito pouquinha coisa: o fluxo é razoável. Corrão, porque não é seguro perambular pelas agências nesses dias! Só não entendi uma coisa: é menstruação ou TPM? Ou pior ainda: Será que o mesmo encontra-se parado por lá?

    Daí, chega o dia primeiro do mês, e o bonequinho/indicador de fluxo menstrual é explícito: três gotas vermelhas!!! E o aviso: ganhe tempo, utilize os demais canais. Ah, assim não vale! Não entendi lhufas! É para fugir para as montanhas ou para procurar satisfazer suas necessidades por meio de outros… CANAIS?!?!?!?!!? Isso é um convite a relações sexuais alternativas ou eu é que estou variando das ideias????

    E agora, o que eu faço? Jogo fora o folheto ou ligo pra Central de Relacionamento do meu banco, para sugerir que eles ofereçam o tal do folheto com amostras grátis de absorventes para fluxos moderados e intensos? Ou ainda, quem sabe, mando eles enfiarem esse folheto nos… demais canais?

    O banco com problemas existenciais

    Não sofro mais com a conta negativa nem com as taxas de juros do banco do qual sou correntista. Sofro de me arrancar os cabelos é com as amebas escreventes que reinam naquela instituição financeira. E parece que elas fazem esses textos pra me afrontar, porque sabem que eu vou ler tudo – sério, os textos escritos pelas amebas do meu banco estão me causando alergias que se manifestam em forma de manias de perseguição!!!

    Daí que quem quiser pode entrar numa das agências desse banco (propaganda gratuita? Nem vem que não tem!) e pegar um caderninho simpático, lindo e quase ecologicamente correto, pois foi confeccionado em papel reciclável (se totalmente correto fosse, pelo texto que contém deveria ter sido impresso em papel higiênico) e informa –  não, palavra muito forte; avisa – também não, pq essa toba pode não funcionar de uma hora pra outra; relata – não, não é relatório lista (pronto, acho que deu!) as formas de os correntistas usarem as facilidades (embora eles prefiram falar em funcionalidades) do banco. Eu ia colocar a foto da tetéia aí em cima, mas achei melhor digitar o texto todo pra meter o meu sarrafo costumeiro em canetas azul e vermelha.

    Voltando à vaca fria, o livretinho abre com um típico texto fez-se a bosta!:

    Pensando em proporcionar [Primooooooooooo!!!  Uai, vocês não sabiam, não? O Pensando em proporcionar é primo do Objetivando disponibilizar! Cresceram juntos, os dois, uma gracinha!! A diferença é que o Pensando (...) ganhou uma preposição e ficou mais gorduchinho, enquanto o Objetivando (...), por começar com um O maiúsculo, dispensou a preposição por se considerar fofucho o suficiente!] comodidade, conforto, agilidade e segurança aos nossos clientes [ai, como eles são bonzinhos, não? Fico tocada com tamanha prestatividade!] , o banco Tal coloca à disposição [ponto positivo! Não falou disponibilizar, merece ponto positivo!] diversos canais de atendimento, cada qual para atender suas necessidades [taqueospa... primeiro o texto tasca um atender necessidades, macaquice-muleta de ameba escrevente. Segundo, porque láááááááá em cima, ele fala em nossos clientes, e aqui embaixo, resolve atender suas necessidades! Quer dizer, os clientes são nossos, mas as necessidades são suas de quem, cara pálida? Dos Canais de Atendimento? Se o banco está com problemas existenciais, que vá resolvê-los no divã do analista - ou bote as amebas escreventes pra correrem de lá, oras!]  de produtos e serviços bancários.

    Você pode realizar a maioria de suas transações nos canais de atendimento disponibilizados [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!!!! DEVOLVAM O PONTO POSITIVO DO PARÁGRAFO ANTERIOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!] pelo banco Tal, além do  [agora, preparem-se porque vai começar a sessão comédia. Segurem o riso:] bom atendimento prestado por profissionais capacitados em nossas agências. [palavras deles, não minhas].

    Melhorar essa bagaça é algo como o Super-Homem estar com uma mochila de criptonita nas costas e ter que lutar contra o Lex Luthor. Mas vamos tentar:

    O Banco Tal oferece a você diversos canais de atendimento para facilitar a sua vida. Nosso ideal é proporcionar comodidade, conforto, agilidade e segurança, para que você possa usar tranquilamente nossos produtos e serviços bancários.

    A maioria de suas transações bancárias pode ser efetuada/feita nos Canais de Atendimento oferecidos pelo Banco Tal. Mas não se esqueça que em nossas agências você também encontra profissionais capacitados à sua disposição para lhe prestar um excelente atendimento [quem disse que não é possível mentir e escrever direito ao mesmo tempo?]

    Viu? Não doeu, e ainda ficou mais próximo e simpático do queridocliente. Agora, façam o favor de tirar essa criptonita daí que ela tá pesandoooooooooooooooooo?!?!?!

     

    A mosca da sopa e um novo conceito em interpretação de textos

    Mosca que pousou na sopa ou metamorfose ambulante?

    Mosca que pousou na sopa ou metamorfose ambulante?

    Gente, vamos combinar o seguinte: falem o que quiserem de quem quiserem, mas façam-no com credibilidade e competência. Querem acusar este ou aquele governo disso ou daquilo? Ótemo! Viva a democracia! Valham-se do artigo 5º da Constituição Brasileira e sentem o sarrafo!

    O que não pode é um jornal dito cheio de credibilidade estampar essa coisa daí de cima em suas vetustas páginas impressas – e na edição online (disponível apenas para assinantes. Mas acredite, não vale a pena clicar).

    Senão vejamos: O título da matéria começa com uma grande e terrível acusação [rufar de tambores]: Sob Lula, Petrobras elevou salário da direção [Ooooh. Que coisa, não?]; a seguir (eu disse a seguir, o que significa que estamos falando da frase seguinte, não é uma frase que está láááá do outro lado do texto, não, está logo depois do título), a ressalva (?!?!): remuneração é menor se comparada às das grandes empresas privadas“.

    Pelo que eu entendo há mais de 30 anos de interpretação de textos em Língua Portuguesa, infiro que a segunda frase anula a primeira – o que, por tabela, anula a… er… notícia (palavrinha forte essa, não?) da mosca pousada na minha sopa, mais conhecida como Folha de SPaulo. 

    Este blog não vai entrar em searas políticas. Não pretende defender ou acusar nenhum governo, seja municipal, estadual ou federal. O alvo deste blog é e sempre será a defesa da Língua Portuguesa e os textos que Dela se valem para serem escritos.

    E foi exatamente por isso que este texto veio parar aqui no caldeirão: os tios não sabem o que fazer nem como fazer para defender um ponto de vista, cáspita? Onde foi parar aquele hipotético jornalista da piadinha, que perguntava: é para escrever sobre Jesus Cristo, mas contra ou a favor?

    Por que as pessoas estão ficando cada dia mais medíocres, o que gera jornalistas incapazes até de manipular direito um texto (o que equivaleria a um engenheiro químico que não sabe como combinar elementos para produzir uma nova fórmula química)? E, pelamordedeus, ONDE FOI PARAR O BRILHANTISMO DA FOLHA DE SÃO PAULO QUE EU COSTUMAVA LER?!?!?!?!!?

    E OS CABRAS AINDA RECLAMAM DO BLOG DA PETROBRAS?!?!?!?!?!?!?!?!?!

    Ah, meus tios, apertem F5… se atualizem, oras…

     

    Atualização das 19:18

    Tão baratinada que fiquei com a falta de coerência entre uma frase e outra, não percebi os erros de concordância enumerados pelo Jairo no comentário abaixo. Deixemos ele falar, pois:

    A madrasta até que foi bondosa, uma vez que não criticou os dois erros de concordância que me foi possível observar numa rápida passada de olhos pelo texto (observações um pouco mais demoradas dos textos do matutino em questão costumam causar reações alérgicas).
    Pela ordem, eles são: logo nas duas primeiras linhas “os gastos da Petrobrás (…) cresceu” e, perto do final, “os vencimentos médios de seus empregados subiu”. (…)

    Jairo, sou obrigada a confessar que eu não li o resto do texto com a mesma atenção que você. Tudo bem que você deu uma passad’olhos apenas, mas eu estava em busca de alguma coisa que justificasse a contradição entre frases do título e da “bainha” do título.  Obrigada pelo comentário, e volte sempre! Ademais, não deixe que um xerife pseudo-vitaminado tire o mérito do seu diploma de jornalista. Esse troço daí de cima, que alguns chamam de notícia, depõe muito mais contra qualquer canudo do que as falastrices do xerife Gigi…. Abração!

    24/06/2009

    Joguinho testa novo acordo ortográfico

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos — Madrasta do texto ruim @ 11:06

    Encontrei aqui um joguinho interessante para testar as habilidades com o novo acordo ortográfico. Vale a pena brincar um cadim. Mas não se anime muito, porque o joguinho passa ao largo da questão dos hifens. Divirta-se. E aprenda um pouco mais.

    23/06/2009

    É pra comer o quê, meu filho?

    ]Vergonha alheia. Mau gosto alheio. Falta de noção alheia. Tudo alheio. Inclusive a boa imagem do queridocliente. [suspiro]

    Vergonha alheia. Mau gosto alheio. Falta de noção alheia. Tudo alheio. Inclusive a boa imagem do queridocliente. (suspiro)

    Da série “A semana promete”…

    A dica foi do Twitter da Lele do Te dou um dado?, que por sua vez replicou a Flávia Durante.

    Não me canso de dizer aqui que amebice publicitária é sempre obra coletiva. O primeiro jênio tem a ideia, daí vem outro pra executar, outro pra apresentar ao queridocliente e duas ou três amebas-cliente para aprovarem a bagaça. Formação de quadrilha, portanto.

    Não sei se  é o caso de compadecimento ou de vergonha alheia das amebas que inventaram essa coisa em forma de publicidade. Aliás, me digam se o queridocliente pagou para ter uma imagem positiva ou negativa nesse reclame(/expressãovelha), porque nem isso ficou claro. O que ficou claro, aliás, claríssimo, nessa obra, foi o palavrão. Que não seria de bom tom nem se a peça em questão tivesse como público-alvo a parada gay. Como se homossexual gostasse de agressão gratuita e de palavras de baixo calão só por ser homossexual…

    [suspiro...]

    22/06/2009

    Britânico “ressucitado” pela BBC passa incólume por revisores

    Arquivado em: Hortografia pobremática — Madrasta do texto ruim @ 11:22
    Saiu assim no Ig, no Estadão e.. ah, confira no Google!

    Saiu assim no Ig, no Estadão e.. ah, confira no Google!

    Tava aqui quietinha, preparando a sessão de “tio Antônio falou” inspirada pela Juzinha, quando me deparo com a manchetinha safada do Ig, que está aí em cima. A prova do crime já foi removida da página inicial do nosso portal-ameba preferido, mas lá dentro do último Segundo, o crime de lesa-ortografia continua incólume.

    A historinha em si pode até ser interessantezinha: um britânico de 35 anos teve um ataque cardíaco fulminante. A namorada ligou pras equipes de salvamento que chegaram e baixaram o sarrafo do desfibrilador no peito do cabra (ou goat, já que ele é britânico) não duas ou três, mas 12 vezes – procedimento fora dos padrões nesses casos. Graças a Deus, tudo deu certo e o goatvivim da silva.

    Dona Ortografia é que sofreu sequelas com o ocorrido. Por engano, o desserviço em português da BBC esqueceu do ésse do ressuscitado justo no título da matéria. Coisa que acontece, ainda mais em se tratando de agência de notícias (esta que vos fala já trabalhou na France-Presse, e sofria com a equação enviar o texto o quanto antes versus enviar o texto bem revisado), que sempre deixa passar este ou aquele errinho de revisão/releitura nos textos enviados. Tanto foi erro de revisão que no primeiro parágrafo o ressuscitado saiu certinho, como vocês podem conferir no texto.

    O que não pode é os queridos portais reproduzirem a coisa do jeito que chega, sem nem ler direito. Quando eu vi que a prova do crime de lesa-ortografia havia sido removida da home do Ig, joguei no Google, contando com os bons eflúvios dos deuses do cache. E descobri que o Estadão (reincidência, ebaaaa!) também caiu na esparrela do britânico ressucitado. Mas como vocês podem conferir no print-screen do Google, o Estadão estava muito mal bem ah, deixa prá lá  acompanhado na supracitada esparrela ortográfica. Salvaram-se apenas Terra e o jornal carioca O Dia.

    A semana promete, viu?

    Quando olhos e ouvidos se confundem

    Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 10:45

    Se a ameba mininstrante (êta palavrinha difícil!) da professora Ju (post daí de baixo) soubesse consultar o dicionário, encontraria, com o tio Antônio, a explicação para as diferenças e semelhanças entre ótico e óptico. E não precisaria ouvir de nossa ectoplasma suíno-acadêmica a resposta que ouviu (como assim, você ainda não leu o post daí de baixo?) com a palavra, tio Antônio (/Houaiss):

    Óptico
    Datação
    1589 cf. Arrais
    Acepções
    ■ adjetivo
    1    relativo à óptica
    Ex.: tratado o.
    2    relativo ou pertencente à visão ou aos olhos; ocular
    Ex.: nervo o.
    2.1    que facilita, favorece a visão
    ■ substantivo masculino
    3    aquele que se especializa em óptica (fís); opticista
    4    fabricante de instrumentos ópticos
    5    obsol. especialista em oftalmologia; oculista, oftalmologista

    Etimologia
    gr. optikós,ê,ón ‘relativo à vista, à visão’; ver opto- e -óptico
    Sinônimos
    ótico
    Parônimos
    ótico(adj.)

    Ótico
    Acepções
    ■ adjetivo
    Rubrica: otorrinolaringologia.
    1    relativo a orelha
    2    que é eficaz contra os males da orelha (diz-se de medicamento)
         Obs.: cf. orelha

    Etimologia
    gr. ótikós,ê,ón ‘relativo às orelhas’; ver ot(i/o)-
    Parônimos
    óptico(adj.s.m.)

    Traduzindo pras amebas: a expressão ótico até pode referir-se a olhos, mas obrigatoriamente refere-se às orelhas.

    Pra deixar a coisa mais simples e clara, confiram os conselhos do Manual de Redação e Estilo, uma das poucas coisas prestáveis que o Estado de SPaulo fez para a humanidade luso-parlante:

    Óptico, ótica
    Qualifique de óptico o que for relativo à visão: músculo óptico (para evitar confusão com ótico, relativo ao ouvido). Prefira, porém, a forma ótica tanto para definir o estudo da luz quanto para definir ponto de vista: A Ótica é uma parte da física / Na minha ótica, o fato ocorreu assim. / [e, em homenagem à ameba mininstrante da Ju, o último exemplo listado pelo Manual do Estadão] A miragem é uma ilusão de ótica.

    Mas sempre, sempre, sempre que tiver dúvidas quanto ao uso correto de uma palavra, corra para o dicionário mais próximo. Se você for assinante UOL, aproveite-se do link pro tio Antônio, que encontra-se no menu do lado direito deste caldeirão.

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